Olhar de Repórter

Ricardo Nunes diz que decisão sobre Carnaval em São Paulo sairá em fevereiro

Prefeito foi entrevistado por Marco Antônio Sabino na estreia do programa Olhar de Repórter, na Band

Da Redação, com Olhar de Repórter 27/11/2021 • 10:01 - Atualizado em 27/11/2021 • 10:16

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou que discussão em torno da realização do Carnaval na cidade é 'prematura', e que a Secretaria de Saúde vai indicar através de estudos se é segura a festa nas ruas.

Na estreia do programa Olhar de Repórter, o prefeito conversou com exclusividade com o jornalista Marco Antônio Sabino, e disse que os números da pandemia na cidade são 'otimistas'.

"Esse momento é prematuro dizer que vai ou não vai ter Carnaval. Todas as ações da Prefeitura são feitos são baseadas nos estudos da Secretaria de Saúde, e como vai ser só no final de fevereiro, a gente vai ter uma confirmação da segurança se pode acontecer ou não até lá", disse Nunes.

A declaração do prefeito vem na semana em que mais de 70 cidades do estado de São Paulo cancelaram o Carnaval de 2022 pela preocupação com a alta de casos de covid-19. 

A cidade de São Paulo completou 100% da população vacinada, apresentou redução nos números de casos, internações e óbitos pela covid-19, o que indica um controle da pandemia na capital paulista.

O prefeito disse ainda que o Reveillón da Avenida Paulista vai acontecer, e por ser um número muito menor que o do Carnaval, não há discussão sobre a realização dos shows na virada do ano.

Tarifa do ônibus em SP

O prefeito ainda comentou também sobre o aumento da tarifa nos ônibus da capital. Segundo Nunes, o aumento do preço dos combustíveis é um fator importante para o transporte público na cidade.

O prefeito afirmou estar buscando ajuda do governo federal para garantir subsídios no custo do diesel ou nas gratuidades do transporte para que não seja necessário o aumento no preço da tarifa.

O sistema de transporte da cidade de São Paulo, com 14 mil ônibus, custa aproximadamente R$ 8 bilhões para os cofres públicos, o que representa mais de 10% do orçamento da Prefeitura.