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ONU pede rapidez em investigações sobre morte de homem em viatura da PRF

O chefe da ONU Direitos Humanos na América do Sul afirmou que "é fundamental que as investigações cumpram com as normas internacionais"

Da redação, com Brasil Urgente 28/05/2022 • 18:19 - Atualizado em 29/05/2022 • 12:55
ONU pede rapidez em investigações sobre morte de homem em viatura da PRF
ONU pede rapidez em investigações sobre morte de homem em viatura da PRF
Reprodução

As Nações Unidas cobraram investigações rápidas e completas sobre a morte do homem colocado no porta-malas com gás por policiais rodoviários federais, no Sergipe.

O chefe da ONU Direitos Humanos na América do Sul afirmou que "é fundamental que as investigações cumpram com as normas internacionais" e que os agentes envolvidos na ação "sejam levados à justiça, garantindo reparação aos familiares da vítima".

Jan Jarab classificou a morte como "chocante" e disse que o escândalo "coloca mais uma vez em questão o respeito aos direitos humanos na atuação das polícias no Brasil".

O caso ganhou repercussão nacional e internacional após a divulgação do vídeo da abordagem.

As imagens mostram o momento em que os policiais jogam spray de pimenta e gás lacrimogênio no porta-malas, enquanto Genivaldo de Jesus dos Santos, de 38 anos, é impedido de sair. Um laudo do IML aponta que o homem morreu asfixiado.

Vídeo: homem morre em porta-malas de viatura da PRF

“Nordeste Seguro”

Os agentes que assinam a ocorrência são integrantes do Comando de Operações Especiais da Polícia Rodoviária Federal no Sergipe e assumem, em documento oficial, compor a “equipe de motopoliciamento tático [que] efetuava policiamento e fiscalização” responsável pela detenção que terminou com a morte de Genivaldo. 

Três agentes aparecem nas imagens colocando Genivaldo na traseira da viatura da PRF, e um deles parece atirar uma bomba de gás no compartimento, o que faz surgir uma nuvem de fumaça. Em seguida, seguraram a porta quase que inteiramente fechada para que a vítima e o gás permaneçam dentro do veículo. É possível ver as pernas do homem para fora, se debatendo, e ouvir seus gritos de desespero.

Um laudo do Instituto Médico-Legal (IML) divulgado na quinta (26) mostra que a causa da morte foi asfixia mecânica e insuficiência respiratória aguda. 

Os policiais participavam de uma operação chamada “Nordeste Seguro” quando prenderam Genivaldo.