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Polícia: homem que atacou creche sofria bullying e maltratava animais

Investigação quer ouvir homem, que foi levado em estado gravíssimo a Chapecó para passar por cirurgia

Da Redação 04/05/2021 • 19:02 - Atualizado em 04/05/2021 • 19:03
Investigação quer ouvir homem, que foi levado em estado gravíssimo a Chapecó para passar por cirurgia
Investigação quer ouvir homem, que foi levado em estado gravíssimo a Chapecó para passar por cirurgia
Reprodução

A Polícia Civil de Santa Catarina espera para interrogar o homem de 18 anos que invadiu nesta terça-feira (4) uma creche da cidade de Saudades, a 650 km de Florianópolis, e matou cinco pessoas com golpes de facão.

Em entrevista coletiva no fim da tarde, o delegado Jerônimo Marçal Ferreira informou que o jovem foi enviado a Chapecó para passar por uma cirurgia. Após o ataque, o invasor da creche desferiu golpes contra o próprio corpo, e foi internado em estado gravíssimo.

Segundo a Polícia Civil, o homem era aluno do ensino médio e sofria bullying na escola – motivo pelo qual não queria mais frequentar aulas. De origem humilde, era introspectivo. Relatos recentes apontam que ele maltratava animais.

O delegado informou ainda que o jovem tinha R$ 11 mil em espécie em casa, mas a família alega que o dinheiro era da empresa na qual ele trabalhava.

Após o ataque à creche, duas armas brancas foram encontradas com o homem. Os objetos foram comprados há pouco tempo, e só um foi utilizado na invasão ao estabelecimento.

‘Acolhimento’

A governadora de Santa Catarina, Daniela Reinehr (sem partido) viajou à cidade de Saudades na tarde desta terça-feira (4) para acompanhar o início das investigações a respeito do ataque.

Durante a coletiva no Quartel do Corpo de Bombeiros, Daniela prestou solidariedade às famílias das vítimas – dois adultos e três crianças. Horas antes, ela anunciou o decreto de luto oficial no estado por três dias.

“É um momento muito doloroso para todos nós, para todo o estado de Santa Catarina”, disse. “A gente vive em um ambiente até de uma certa inocência, imagina que não acontece em cidade pacata, onde todos se conhecem. O estado de Santa Catarina tem muito disso, e essa também é uma razão pela qual ficamos chocados, ficamos consternados pelo que aconteceu.”

Ao longo da participação de cerca de 30 minutos na coletiva, a governadora catarinense reforçou seu desejo de “muita força, muita resiliência para as famílias”. Inicialmente, segundo ela, o governo do estado se fazia presente para acolher familiares e amigos das vítimas.

“Não há o que compense, não há o que a gente possa fazer para acolher o suficiente essas famílias, mas o mínimo de solidariedade, de acolhimento, é o que temos buscado trazer”, afirmou a governadora.

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