Notícias

Prevent Senior será alvo de nova CPI na Câmara Municipal de SP

Operadora de saúde é acusada de usar "kit Covid" sem autorização dos pacientes, ocultar mortes e coagir médicos

Pedro Pannunzio, do Band Notícias 30/09/2021 • 22:28 - Atualizado em 30/09/2021 • 22:55

Alvo de denúncias na CPI da Pandemia, a Prevent Senior também vai ser investigada em São Paulo, onde tem sede.

A Câmara Municipal de São Paulo aprovou, nesta quinta-feira (30), a instalação da uma CPI para investigar a operadora de saúde. Os trabalhos da comissão devem começar semana que vem. A empresa é suspeita de usar remédios que não tem eficácia contra a Covid-19 sem a autorização dos pacientes, além da acusação de ocultar mortes e coagir médicos.

A Assembleia Legislativa de SP (Alesp) também deve instaurar uma comissão parlamentar para apurar o caso. O pedido foi apresentado nessa semana e ainda precisa ser aprovado em plenário.

Alvo de investigações em São Paulo e Brasília, a Prevent Senior ganhou mercado nos últimos 20 anos oferecendo planos acessíveis para os idosos.

Prevent nega irregularidades e garante atendimento

Em 24 anos de história a operadora, que conquistou 540 mil clientes, tem como diferencial uma rede própria de hospitais focada na prevenção à saúde.

Com a chegada da pandemia, a empresa apostou no tratamento precoce, com distribuição de medicamentos como ivermectina e cloroquina, aos idosos com suspeita de covid, mesmo sem comprovação científica.

Os médicos, segundo denúncia feita na CPI do Senado, eram obrigados a seguir o procedimento, sem avisar os pacientes. A empresa foi acusada de fazer um pacto com médicos que assessoravam o governo, o chamado “gabinete paralelo” para evitar um lockdown na economia.

Como ainda não existe tratamento precoce eficaz para covid, durante a pandemia, essa estratégia se tornou um problema. 

Em um vídeo divulgado na página da operadora, o fundador da Prevent Senior garante a manutenção do atendimento aos segurados e nega qualquer relação irregular com órgãos públicos ou outras instituições.

“Estamos sofrendo acusações injustas por meio de denúncias infundadas, mas estamos confiantes na verdade. Enquanto isso, peço a paciência e compreensão de todos. Manteremos o carinho, a qualidade e a rotina no atendimento aos pais, mães e avós. Vamos continuar seguindo com a nossa missão, cuidar da saúde dos nossos beneficiários”, disse o CEO da operadora Fernando Parrillo.

  • Covid-19
  • Política
  • Saúde
  • Brasil
  • São Paulo