Primeiro Jornal

A ostentação do crime nas redes sociais: Conheça os influenciadores que vivem uma vida ilegal

Saiba quem são os influenciadores digitais que cometem crimes, e pessoas que vivem uma vida ilegal e ostentam sem pudores os ganhos nas redes sociais

Maiara Bastianello, no 1º Jornal 17/09/2021 • 07:53 - Atualizado em 17/09/2021 • 11:33

Mostrar cada detalhe da vida é rotina para muitos influenciadores digitais, mas as redes sociais também têm sido palco para que criminosos façam o mesmo, ostentando dinheiro e confessando, com orgulho, o que fizeram para todo mundo ver.

Ana Paula da Silva tem mais de 80 mil seguidores no Instagram, onde sempre mostrou detalhes da vida fitness, mas a notoriedade nacional chegou depois da confissão de um crime. Não foi para polícia que ela confessou ter disparado vários tiros contra a moto do namorado em São Bernardo do Campo foi na rede social dela mesmo. 

“Essas pessoas elas têm sim traços narcisistas. Uma das características dos narcisistas é ele ter a certeza que ele é melhor que os outros e que mesmo que ele poste alguma coisa nada vai acontecer com ele”, explica Thiago Guimarães, psicoterapeuta analítico. 

Anna Carolina de Sousa Santos se apresentava como influenciadora e costumava aparecer em festas e passeios de lancha. Tudo era bancado por fraudes em cartões, que aplicava junto com outras 4 amigas

O ator pornô João Bosco Rodrigues Junior ostentava a vida de luxo que levava usando o dinheiro dos golpes do “boa noite cinderela” que aplicava com o irmão em São Paulo. Só no Twitter ele tinha mais de 270 mil seguidores.

“Pode ser que essas pessoas tenham em mente que no crime ele tem menos concorrência, porque tem muita gente tentando buscar formas sadias de buscar dinheiro na internet e ganha mais repercussão”, afirma Guimarães.  

Lorraine Bauer costumava postar fotos de viagens e passeios. Segundo a polícia, um estilo de vida bancado com o envolvimento dela no tráfico na Cracolândia, que atraiu a atenção de dezenas de milhares de pessoas, que passaram a segui-la no Instagram depois que foi presa. 

“Uma pessoa como a princesinha da Cracolândia é um ser humano completamente diferente do que estamos acostumados a ver. As pessoas querem saber quem é aquela pessoa e o que ela faz, o que ela fala e onde ela fala, que é nas redes sociais”, explica Murilo Oliveira, especialista em marketing de influência.

Em tempos em que polêmica significa mais engajamento, ostentar um crime pode ser a receita pra conseguir mais seguidores, mais curtidas e mais relevância, mesmo que negativa. Antes de pegar uma arma e atirar contra a moto do namorado, em tempos em que polemica significa mais engajamento, Ana Paula já se mostrava cometendo infrações.

“Muitos influenciadores usam da estratégia da polêmica extrema. As pessoas vão se interessar porque são curiosas e é uma forma da pessoa acabar ganhando essa repercussão de forma negativa”, disse Oliveira.