Primeiro Jornal

Caso Lorrany: principal suspeito do assassinato é preso

Após prestar depoimento nesta terça-feira (25), a Justiça decretou prisão temporária de Antônio Carlos Freire

Igor CalianAelson Santos 26/01/2022 • 07:21 - Atualizado em 27/01/2022 • 05:51

Após depoimento nesta terça-feira (25), a Justiça decretou a prisão temporária de Antônio Carlos Freire, suspeito de dar carona para Lorrany Fernandes, de 19 anos, que estava desaparecida desde o último dia 20. 

De acordo com a polícia, o suspeito se contradisse quando afirmou que estava na casa da atual namorada durante a noite. Ela também foi ouvida e disse que ele tinha saído da sua casa no fim da tarde. Outro indício é que o sinal de rastreamento da moto de Antônio mostrou que o veículo esteve no local onde o corpo de Lorrany foi localizado, por duas vezes. 

Ele saiu da delegacia para fazer exames no IML na noite de ontem e, em seguida, foi encaminhado para o Centro de Detenção Provisória de Santo André. O suspeito deve ficar detido por 30 dias. 

O corpo de Lorrany Fernandes, de 19 anos, foi encontrado nesta terça-feira (25) em uma região de mata em Rio Grande da Serra, na Grande São Paulo. 

A confirmação aconteceu após a perícia indicar que as digitais do corpo são as mesmas da estudante de enfermagem. Ela estava desaparecida desde a noite de quinta-feira (20), em Ribeirão Pires.

O caso

Lorrany saiu de casa sem deixar muitas pistas na última quinta-feira (20). Ela não tinha dito que ia sair. Câmeras de segurança registraram que ela subiu como passageira em uma moto vermelha.

Em depoimento, a família contou que não esperava que Lorrany ia sair de casa. “Ela não levou nada, só o celular. Saiu de chinelo, com roupa normal, não levou documento e nem nada. Ela estava teclando no celular com alguém, mas não sei com quem. Tenho medo da minha filha ter sofrido emboscada de alguém, de um psicopata, porque ela é muito bonita. Bloqueei minha mente para não pensar em nada pior, porque não sei como vou lidar com essa situação”, disse Nivea, mãe de Lorrany, em entrevista exclusiva ao Brasil Urgente.

A polícia recebeu denúncias de que Lorrany foi vista saindo de um motel da cidade, na companhia de um homem, em um carro preto. Na delegacia, um casal prestou depoimento e foi liberado. Uma jovem, bem parecida com a Lorrany, disse ao delegado que foi confundida com a estudante.

O celular de Lorrany está sendo investigado. A polícia já pediu a quebra de sigilo telefônico. Pouco antes de sumir, ela tinha publicado nas redes sociais uma mensagem enigmática: “Quando o diabo não vem manda o secretário”. O notebook dela também foi periciado em busca de pistas. 

O rastreio do sinal de GPS do celular de Lorrany apontou a localização do aparelho em uma área de mata fechada em Rio Grande da Serra, onde o corpo da estudante foi localizado.