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Família chegou a pagar resgate após sequestro de mulher ligada a Mara Gabrilli

Irmã de cuidadora da senadora foi libertada depois de ficar refém de criminosos na Zona Leste de São Paulo

Da Redação, com Primeiro Jornal 20/05/2022 • 07:52 - Atualizado em 20/05/2022 • 09:21

Os valores transferidos pela família da irmã de uma cuidadora da senadora Mara Gabrilli (PSDB), que foi libertada nessa quinta-feira (19) de um sequestro em São Paulo, devem ser recuperados, segundo a Polícia Civil. 

A investigação busca esclarecer o envolvimento de mais pessoas no sequestro da mulher, que teve o nome preservado. Dois homens foram presos. 

Ela foi sequestrada na Zona Leste da capital paulista, dentro de um carro. Os criminosos usaram dados pessoais da vítima para fazer saques bancários e transferências via PIX.  

A vítima contou aos policiais que chegou a ser agredida dentro do veículo. O tempo em que ela ficou refém não foi revelado.  

Durante a ação, os sequestradores entraram em contato com a família e pediram um resgate. Um dos familiares chegou a fazer uma transferência. A irmã da vítima, no entanto, procurou a polícia, que pediu o bloqueio de contas para impedir outros saques pelos criminosos. 

Resgate

O delegado Tarcio Severo, da Divisão Antissequestro da Polícia Civil, afirma que a Polícia Militar (PM) conseguiu encontrar os bandidos. 

“Parabéns à Polícia Militar que conseguiu prender os sequestradores e libertar a vítima. Nós estávamos monitorando, quando tomamos conhecimento por meio da cuidadora da senadora que veio até a delegacia, passou as informações”, conta. 

Depois do resgate, a vítima foi levada a um hospital. “Ela estava um pouco abalada. A gente socorreu ela e levou ela ao PS e ficou um pouco mais calma. A gente vai obter maiores informações, acerca de quantas pessoas participara, como foi a forma de arrebatamento”, diz o delegado.  

Tarcio Severo afirma que a Polícia Civil irá investigar a participação de mais integrantes da organização criminosa. 

“Além das transferências bancárias, que é a prática comum que eles fazem, por PIX e transferências, eles também ligaram para a família pedindo valor de resgate. A família já estava conosco na Divisão Antissequestro, recebeu todas as orientações. Um dos parentes não aceitou e quis fazer o pagamento. É normal. Os valores que foram transferidos, grande parte foi recuperada. A gente está em contato com os bancos para fazer o acautelamento desses valores. Então, eles não vão conseguir sacar”, afirma.