Primeiro Jornal

Homem suspeito de matar três pessoas e ferir outras duas em sítio se entrega em Mairiporã (SP)

Renato Nunes Conscentino foi preso e acusado por homicídio duplamente qualificado, com requintes de crueldade, e por motivo fútil

Matheus Pastori e Igor Calian, no 1º Jornal 23/09/2021 • 06:15 - Atualizado em 23/09/2021 • 07:55

Acompanhado da mulher, o acusado de matar três pessoas e ferir outras duas em um sítio de Mairiporã (SP), identificado como Renato Nunes Conscentino, se entregou às autoridades nesta quarta-feira (22), na delegacia que investiga o ataque. 

De acordo com a Polícia Civil, a esposa do assassino, Mariana Machado de Paula Albuquerque, afirmou que, na manhã desta última quarta-feira (22), foi surpreendida pelo marido Renato, que havia chegado em casa com as vestes sujas de sangue. 

Mariana soube do crime ocorrido na chácara vizinha ao longo do dia, o que a fez deduzir que seu marido teria sido o autor do ataque. Assim, ela convenceu Renato a se apresentar à polícia. 

Na delegacia, a princípio, Renato não conseguiu apresentar versão plausível aos questionamentos e negou ser o autor do crime. Ele chegou à delegacia com um boné que cobria um ferimento na cabeça, resultado de um soco no rosto que levou de um dos sobreviventes ao crime. 

O ferimento foi decisivo para que Renato permanecesse detido até que, através de uma foto, um sobrevivente identificasse o assassino como autor do ataque. 

A identificação do carro que o assassino usou no crime também teria incentivado o acusado a se apresentar às autoridades.

Motivação do crime

O assassino teria uma desavença com o casal de idosos José Benedito da Silva, de 78 anos, e Emília da Luz Silva, de 74, porque as vítimas teriam o costume de queimar lixo e mato nos fundos do sítio, fazendo com que a fumaça chegasse à casa de Renato. 

A mulher de Renato tem problemas respiratórios graves, os quais seriam irritados pela queima do lixo no sítio vizinho ao que moram. 

José Benedito e Emília da Luz eram donos do sítio e morreram esfaqueados e carbonizados dentro da propriedade. Já Ailton Parecido Santos, de 41 anos, conseguiu escapar pela janela do local em chamas, mas também não resistiu às facadas. 

Iria de Fátima da Luz Tomé, de 53 anos, e seu filho com Ailton, Erick Guedes Tomé de Souza, de 33 anos, moravam junto às vítimas fatais. Eles sobreviveram e foram socorridos em estado grave ao Hospital Municipal de Franco da Rocha. O atual estado de saúde dos feridos é considerado estável.

Nas imediações do sítio, em um caminho numa área de mata, foram encontrados uma marreta, um arco e flecha e materiais inflamáveis que a polícia acredita terem sido usados por Renato durante o ataque. 

As investigações levam a crer que o crime foi premeditado, devido à rapidez com que tudo aconteceu. Após prestar depoimento, a esposa do assassino foi liberada. Não há indícios de que ela tenha participado do ataque. Renato teria agido sozinho.

Renato Nunes Conscentino foi preso e acusado por homicídio duplamente qualificado, com requintes de crueldade, e por motivo fútil.