Primeiro Jornal

Tragédia de Brumadinho (MG) completa três anos

270 pessoas morreram no dia 25 de janeiro de 2019 após o rompimento de uma barragem em Minas Gerais

Yuri Cavalieri 25/01/2022 • 07:05

A tragédia em Brumadinho (MG) completa três anos hoje. No dia 25 de janeiro de 2019, 12 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério vazaram da estrutura da mineradora Vale e destruíram tudo que encontraram pela frente. 

Brumadinho já é a maior operação de busca e salvamento da história do país. Durante estes três anos, as buscas foram interrompidas duas vezes em função da pandemia e agora por conta das fortes chuvas que atingem o estado. Os trabalhos temporariamente paralisados serão retomados em fevereiro. A lama da Vale matou 270 pessoas.

Investigações

A Polícia Federal indiciou em setembro do ano passado 19 pessoas que trabalhavam nas mineradoras Vale e Tuv Sud, envolvidas no vazamento de minérios em Brumadinho. Essa foi a segunda fase do inquérito, que acusa as empresas de crime ambiental de poluição e contra a fauna terrestre e aquática, a flora, os recursos hídricos, unidades de conservação e sítios arqueológicos. Até o momento, as investigações não levaram a nenhuma condenação.

A Vale é proprietária de dezenas de barragens em Minas Gerais, 18 delas foram consideradas em situação de emergência pelo Ministério Público de Minas Gerais neste mês e necessitam de intervenções devidos às fortes chuvas que comprometem as estruturas.

Tragédia

No dia 25 de janeiro de 2019 a barragem da mineradora Vale se rompeu em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte. O colapso na mina Córrego do Feijão aconteceu às 12h28 de uma sexta-feira e causou danos humanitários e ambientais irreversíveis. 

A tragédia garantiu ao Brasil o posto de país com maior número de óbitos nesse tipo de acidente e marcou a história como a maior operação de busca em território nacional.

A barragem, considerada pela empresa como de baixo risco, foi construída no modelo de alteamento de montante, o mesmo usado na barragem de Mariana, que é considerado pelos estudiosos como o mais precário de todos.