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Reino Unido retoma lockdown mais rigoroso por seis semanas

Da Redação, com Jornal da Band 04/01/2021 • 20:52 - Atualizado em 04/01/2021 • 22:36
Boris Johnson anunciou terceiro lockdown
Boris Johnson anunciou terceiro lockdown
Reprodução

A Inglaterra vai voltar ao confinamento mais duro desde março, para conter a disparada dos casos de Covid-19. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (4), o mesmo dia em que o Reino Unido começou a aplicar a vacina desenvolvida em casa, pela Universidade de Oxford. As informações são do Jornal da Band.

A disparada dos casos e a descoberta de uma nova variante ainda mais transmissível do coronavírus levou o primeiro-ministro Boris Johnson a anunciar um terceiro lockdown nacional na Inglaterra - o mais duro desde março. Durante o confinamento de um mês e meio, escolas e todo comércio considerado não essencial fechará as portas. Ingleses só poderão sair de casa para trabalhar, comprar comida, por motivos médicos ou para se exercitar ao ar livre, uma vez ao dia.

Vacinação

Foi num hospital na cidade de Oxford, na Inglaterra, a primeira aplicação da vacina produzida pela Universidade de Oxford em parceria com a farmacêutica Astrazeneca. Brian Pinker, de 82 anos, foi o primeiro de muitos britânicos que devem fazer o mesmo nos próximos meses.

O Reino Unido comprou 100 milhões de doses de Oxford, sendo que 520 mil já estão prontas para uso doméstico. A partir da segunda quinzena de janeiro, a expectativa é receber dois milhões por semana. O governo tem como meta vacinar todos do grupo de risco, cerca de 30 milhões de pessoas, até abril.

O governo britânico mudou a estratégia de vacinação. O objetivo agora é vacinar o maior número possível de pessoas com a primeira dose e a segunda num intervalo de até 12 semanas - e não mais 4 como estava previsto.

Cientistas acreditam que uma dose já oferece uma boa proteção e deve diminuir o número de pacientes em hospitais.

Primeiro país do Ocidente a começar a vacinação, em 8 de dezembro, o Reino Unido ainda não conseguiu conter a segunda onda da Covid-19. Pelo sétimo dia seguido, o pais registrou mais de 50 mil novos casos da doença.

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