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SP retoma aulas presenciais nesta 2ª; veja dicas para o retorno seguro

Marília Montich, do Metro Jornal 17/10/2021 • 19:22
Escolas se adaptam para volta presencial
Escolas se adaptam para volta presencial
André Luis Ferreira /Fotoarena/Folhapress

As aulas presenciais no estado de São Paulo voltam a ser obrigatórias a partir desta segunda-feira (18). O anúncio foi feito pelo governador João Doria (PSDB) na quarta-feira passada (13), gerando expectativa a alunos, pais e professores.

Inicialmente, crianças e adolescentes serão divididas em grupos, que vão se revezar a cada dia da semana para que seja mantido o distanciamento em sala de aula. A partir do dia 3 de novembro, porém, o espaçamento entre carteiras não será mais exigido, e todos devem seguir o ano letivo juntos.

A determinação também vale para a rede municipal e privada, mas as cidades que têm Conselhos de Educação poderão definir suas regras.

O Metro World News conversou com a infectologista Raquel Stucchi, membro da Sociedade Brasileira de Infectologia, que esclareceu as dúvidas mais comuns sobre como evitar a contaminação pela covid-19 no retorno à escola. Confira as dicas da especialista:

Atenção à troca da máscara 

Raquel lembra que o tempo ideal de permanência com a barreira facial depende do material da qual é feita. “As máscaras de tecido devem ser trocadas a cada seis horas ou antes se ficarem sujas ou úmidas. A máscara cirurgia também tem durabilidade de quatro a seis horas. Já as máscaras N95, que agora já contam com modelos para crianças, podem durar muitos dias. O aluno pode ter três peças e fazer rodízio, usando uma na segunda-feira, outra na terça, outra na quarta e, na quinta voltar a usa a de segunda. Se não ficarem úmidas, elas podem durar de dois a três meses”, explica.

Distanciamento na hora do lanche 

“Preferencialmente, os alunos devem manter distanciamento de 1,5 metro no momento das refeições. Por isso, é interessante que a escola tente fazer um escalonamento, para não haja muitas crianças no mesmo local. Além disso, deve haver álcool em gel suficiente para que as crianças e adolescentes estejam sempre higienizando as mãos.”

Brincadeira segura 

Segundo a infectologista, o distanciamento de 1,5 metro deve ser respeitado quando as crianças estiverem sem máscara. Para brincar, caso esteja usando a proteção corretamente, é possível abrir mão do espaçamento.

Compartilhar material está liberado

Não há problema em dividir canetas, lápis e afins. A especialista lembra, porém, que a disposição do álcool em gel para higiene constante das mãos é imprescindível para garantir a segurança.

Atenção na hora de ir ao banheiro

Assim como na hora da comida, as aglomerações devem ser evitadas. “O sanitário não deve ser um local de reunião dos alunos. Por isso, funcionários devem organizar a ida ao banheiro, controlando o número de crianças que estarão no ambiente”, aponta.

Ventilação natural é a ideal

“Na sala de aula, sempre que houver janelas, mantenha-as abertas, assim como as portas”, recomenda Raquel. Se a sala de aula contar com ar condicionado, ainda assim a opção da ventilação natural sai na frente.

Calendário de vacinação em dia 

Para a infectologista, é interessante que a escola assuma o papel de fiscalizar se todos acima de 12 anos estão pelo menos com a primeira dose da vacina. Já no caso dos adultos (professores e funcionários), o esquema vacinal precisa estar completo.

Com a imunização em dia, álcool em gel disponível em todos os cantos, ventilação natural sempre que possível e adoção de mecanismos para evitar aglomerações, inclusive na entrada e na saída, é possível reduzir consideravelmente o risco de transmissão da covid-19 no ambiente escolar, finaliza a infectologista.