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STF autoriza condução coercitiva de Carlos Wizard para depor na CPI da Pandemia

Empresário não compareceu à sessão da comissão do senado na última quinta

Da Redação, com Jornal da Band e BandNews TV 18/06/2021 • 20:35 - Atualizado em 19/06/2021 • 10:08

Na noite desta sexta-feira (18), o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a condução coercitiva do empresário Carlos Wizard para prestar depoimento à CPI da Covid.

Barroso rejeitou a um pedido da defesa de Wizard, que alegava a condição de investigado dele pela CPI impedia o cumprimento da medida.

“Diante disso, as providências determinadas pela Comissão Parlamentar de Inquérito, no sentido do comparecimento compulsório do paciente, estão em harmonia com a decisão por mim proferida. Naturalmente, se houver qualquer espécie de abuso na sua execução, poderá o impetrante voltar a peticionar. Mas, por ora, este não é o caso", finalizou o ministro. 

Pouco antes, a Justiça Federal em Campinas autorizou a retenção do passaporte do empresário. A entrega deve ser feita assim que o empresário retornar ao Brasil - atualmente, ele se encontra nos Estados Unidos, de acordo com sua defesa. A decisão aconteceu após a Polícia Federal fazer buscas na casa e escritório ligados a Wizard.

Ele não compareceu à CPI da Pandemia na última quinta. Wizard chegou a pedir para ser ouvido de forma remota, mas a CPI rejeitou essa possibilidade. Agora, ele terá que depor na condição de investigado, e não mais como convidado.

O objetivo dos integrantes da CPI com o depoimento de Carlos Wizard é obter esclarecimentos a respeito de um possível grupo de aconselhamento ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a respeito de assuntos relacionados à pandemia – o chamado “gabinete paralelo”. Em 2020, ele chegou a ser cotado para assumir o Ministério da Saúde.

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