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Covid-19: SP diminui número de atrasados com a segunda dose da vacina

"A imunização, a cobertura, só vai ocorrer se a maioria da população receber as duas doses", lembrou a farmacologista Soraya Smaili

Da Redação, com BandNews FM 22/07/2021 • 12:53

O número de atrasados com a segunda dose da vacina contra a Covid-19 caiu 13% em 24 horas no estado de São Paulo. Na quarta-feira (22), o volume era de 642 mil faltosos; um dia depois, é de 563 mil.

Apesar da baixa, o governo paulista ainda considera que essa quantia é muito alta e mantém o apelo para que as pessoas tomem a segunda dose da vacina contra o novo coronavírus.

Em entrevista à rádio BandNews FM, a farmacologista da Escola Paulista de Medicina e ex-reitora da Unifesp, Soraya Smaili, endossa o pedido. A doutora destaca que o Brasil precisa ter pelo menos 70% da população vacinada com as duas doses para controlar a pandemia.

“O ideal e o correto é que tenhamos as duas doses. A imunização, a cobertura, só vai ocorrer se a maioria da população receber as duas doses. Então isso significa que, se uma parcela da população não recebe a segunda dose, nós estamos com uma cobertura vacinal incompleta”, disse.

A farmacologista da Escola Paulista de Medicina também pede a todos que já podem se vacinar contra a Covid-19 que se imunizem logo. Segundo Soraya Smaili, uma parcela da faixa etária de 39 e 40 anos ainda não tomou a primeira dose.

“Não deixem de tomar a primeira (dose), porque nós constatamos que uma parcela da população da faixa de 39 a 40 anos ainda não foi se vacinar nem com a primeira dose”, alertou.

“As vacinas já estão ficando mais disponíveis, o programa (de vacinação) está avançando e nós precisamos chegar a 70%, 80% da população - pelo menos, se possível até mais - para que tenhamos uma cobertura vacinal, uma segurança da população. Isso é fundamental”, completou.

A partir desta sexta-feira (23), o estado de São Paulo vai permitir que grávidas e mulheres que deram à luz nos últimos 45 dias e tomaram a vacina Oxford-AstraZeneca recebam a Pfizer como segunda dose. 

Em maio, a Anvisa suspendeu o imunizante fabricado pela Fiocruz por causa da morte de uma mulher no Rio de Janeiro. O caso ainda é investigado. 

Desde então, a orientação é para que sejam priorizadas às gestantes as doses da CoronaVac ou da Pfizer; a da Janssen não é recomendada. 

Soraya Smaili diz que é seguro vacinar essas mulheres contra a Covid-19. “As grávidas podem e devem receber a vacinação, assim como todas as pessoas que devem ser vacinadas.”

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