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Vacinas devem continuar evitando casos graves de covid-19, diz epidemiologista

Cientistas já iniciaram testes sobre atuais vacinas contra a variante ômicron

Bruno Costa, com BandNews TV 28/11/2021 • 17:08 - Atualizado em 30/11/2021 • 16:31
Vacinas contra a covid-19 evitam casos graves e mortes pela doença
Vacinas contra a covid-19 evitam casos graves e mortes pela doença
Unsplash

Diante da ameaça global com a nova variante detectada na África do Sul, cientistas já fazem testes para saber se as vacinas existentes são eficazes contra a ômicron, a quinta cepa registrada como preocupante pela Organização Mundial da Saúde.

Em entrevista ao BandNews TV, o epidemiologista José Geraldo Leite Ribeiro, do Grupo Pardini, disse que os estudos devem comprovar o que já foi visto com outras variantes, de que as vacinas contra a covid-19 continuam reduzindo os casos graves.

O médico ressaltou ainda a importância do esquema vacinal completo para evitar mortes por covid-19. Segundo ele, a alta cobertura vacinal é essencial para evitar uma alta de casos e óbitos.

"Fomos alertados pelos cientistas da África do Sul de que essa variante teve muitas modificações na região do vírus em que a imunidade reconhece o SarsCov 2", disse o cientista, o que indica que ela pode quebrar a imunidade das vacinas e de quem já foi infectado.

Não se sabe ainda o que representam essas modificações, principalmente quanto a transmissibildade e gravidade da doença. Só o acompanhamento dos novos casos dirão que tipo de mutação é essa que já circula pelo mundo.

A primeira médica sul-africana que identificou a nova variante ômicron do coronavírus disse que, até agora, os infectados têm demonstrado sintomas incomuns, mas moderados.

"Todas as variantes respondem às medidas de afastamento social. Devemos manter os cuidados, com uso de máscaras e evitar aglomerações desnecessárias. O medo é que a nova cepa vem no momento de relaxamento das medidas, o que pode abrir caminho para o vírus"

Para o médico, os estudos genéticos permitem prever a probabilidade de causar mais infecções e vencer a imunidade, e que o momento agora é observar a prática: "O que não podemos é correr o risco. Provavalmente é uma variante com mais infectividade e capaz de vencer parcialmente nossa imunidade", frisou.

Veja a entrevista completa do epidemiologista ao BandNews TV:

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