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Witzel diz que foi retaliado por Bolsonaro após caso Marielle e discute com Flávio

Ele relatou na CPI da Pandemia que há perseguição a governadores da oposição

Da redação com BandNews TV 16/06/2021 • 14:19 - Atualizado em 16/06/2021 • 17:57

O ex-governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, acusou o presidente Jair Bolsonaro de perseguir governadores de oposição durante seu depoimento na CPI da Pandemia.

Segundo Witzel, ele passou a receber retaliações do governo federal por causa das investigações do assassinato da vereadora Marielle Franco.

"A partir do momento do caso Marielle é que eu percebi que o governo federal e o próprio presidente começou a me retaliar. Depois desse evento, eu não fui mais recebido no Palácio do Planalto", afirmou ele.

A partir do momento do caso Marielle é que eu percebi que o governo federal e o próprio presidente começou a me retaliar

O ex-governador lembrou do depoimento do porteiro do condomínio onde Bolsonaro tem casa. O funcionário teria dito que um dos assinos de Marielle teria pedido para falar com o "seu Jair" no dia do crime. A Polícia Federal entrou na investigação e ouviu o porteiro novamente e ele desmentiu o próprio depoimento anterior.

Witzel afirmou que houve uma intimidação à testemunha por parte do então ministro da Justiça Sérgio Moro e deu a entender que o porteiro mudou a versão por pressão.  

O chefe falou para você parar de falar que quer ser presidente

Ele também relatou um encontro com Moro em que o ex-ministro teria passado um recado de Bolsonaro: "O chefe falou para você parar de falar que quer ser presidente. E se você não parar de falar que quer ser presidente, nós não vamos poder te atender em nada".

Bate-boca com Flávio Bolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro interrompeu algumas das falas de Witzel e os dois discutiram brevemente.

Eu não sou porteiro, não vai me intimidar

O relator da CPI Renan Calheiros, então, então perguntou se o ex-governador estaria intimidado pela presença de Flávio e a resposta foi negativa.  

"Eu não sou porteiro, não vai me intimidar (...) Eu não faço a menor questão de que o senador Flávio Bolsonaro esteja presente ou não", afirmou ele.

  • CPI da Pandemia