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Dorival não garante Alisson titular na Copa América: "Treinos vão direcionar"

Técnico também analisou desempenho da Seleção e as atuações de Vini Jr e Rodrygo

Da redação

Dorival não garante Alisson titular na Copa América: "Treinos vão direcionar"
Rafael Ribeiro/CBF

Depois do empate da Seleção Brasileira com os Estados Unidos por 1 a 1, nesta quarta-feira (12), Dorival Júnior não garantiu a titularidade de Alisson para a estreia da Copa América.

O treinador falou que os treinamentos serão determinantes para a definição do dono da meta do Brasil. Alisson concorre principalmente com Bento, enquanto Rafael é a terceira opção.

“Eu achava correto que o Alisson voltasse [de lesão] e tivesse as mesmas duas oportunidades [do Bento, titular nos amistosos contra Inglaterra e Espanha]. As definições vão acontecer daqui pra frente, nós temos confiança em todos que estão aqui e os treinamentos vão direcionar [quem serão os titulares]”, disse Dorival.

A Seleção Brasileira estreia na Copa América no dia 24 de junho, contra a Costa Rica. Até lá, a comissão técnica terá pouco mais de 10 dias para trabalhar o elenco.

Outras respostas de Dorival Jr

Desempenho de Vinicius Jr.

Aos poucos vão se encontrando [em campo], cada um dentro de suas características. Cobra-se do Vinicius as atuações que ele tem no Real, mas eu acho que isso vai acontecer nos momentos mais importantes e decisivos dessa próxima competição. Vamos aguardar e termos paciência. Precisamos dar condições para eles encontrarem o seu melhor.

Evolução do time

É natural que estejamos um pouco distantes do que queremos, até porque o futebol, para mim, o futebol parte de um equilíbrio, e você tem que ser efetivo e sem a posse precisa estar mais atento e com os compartimentos mais próximos. Vem melhorando, nós estamos evoluindo em vários aspectos.

Campo menor

O campo é um pouco menor, com certeza vamos enfrentar outros adversários que vão se fechar. Precisamos de uma mobilidade maior, de uma troca de passes mais dinâmica, que tenha mais velocidade. Hoje pegamos um adversário com uma compactação muito boa, baixou as suas linhas. São aspectos importantes, mais ou menos o que enfrentaremos nos próximos jogos.

Gramado ruim

Eu acredito que o gramado foi colocado há 20, 30 dias, então a bola estava amarrando muito e para quem marca é muito mais simples do que para quem ataca. É uma equipe que tem muito ainda para crescer e evoluir. Nós queríamos o resultado, fomos à frente, nos abrimos. Criamos, não fomos felizes. Acho que foi um jogo agradável para quem assistiu, mas acho que precisamos de mais equilíbrio, e isso será com o tempo.

Saldo dos amistosos

Eu saio com muita confiança, estamos num caminho importante. Nós jogamos com duas formações completamente diferentes, mas com jogadores que conseguem em pouco tempo desenvolver um pouco do que queremos. Espero que tenhamos um salto de qualidade nesses dias de treinamento e procurar definir a melhor equipe possível para o jogo de estreia.

Equilíbrio defensivo

Temos que buscar esse equilíbrio, temos um meio de campo consistente, temos dois pontas ofensivos e um atacante com liberdade. A recomposição é importante, nós estamos cobrando tudo isso. Até encontrar esse equilíbrio, nós precisamos de todos nessa recomposição. Mas isso leva tempo, precisamos de trabalho.

EUA mudaram para melhor

Só pegarmos os jogadores que iniciaram a partida, todos em times europeus. Acho o momento dos Estados Unidos bem diferente de anos atrás. Ganha a maioria das disputadas na Concacaf, e temos que saber que o futebol mundial está mudando. Temos seleções sul-americanas que estão em plena evolução, mas que até pouco tempo atrás pouca importância era dada. Esse cuidado é fundamental, para passarmos por essas equipes precisaremos estar preparados.

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