Mais de 35 milhões de brasileiros não têm acesso à água tratada e 100 milhões não têm coleta adequada de esgoto.
Os dados preocupantes são de um levantamento do Instituto Trata Brasil, que analisou as condições de saneamento básico no país.
O estudo divulgado ontem, no Dia Mundial da Água, comparou os 100 municípios mais populosos do Brasil.
A cidade de Santos, no litoral paulista, ficou em primeiro lugar no ranking de melhores condições sanitárias; Macapá, no Amapá, ocupa a última posição.
A discrepância entre os dados de regiões diferentes chama a atenção, afirma a presidente-executiva do Instituto, Luana Siewert Pretto.
Segundo ela, a diferença se dá pela diferença de investimento entre as cidades.
A cidade de Santarém, no Pará, por exemplo, tem apenas 4% da população com acesso à coleta de esgoto.
Apesar dos números negativos, o economista e pesquisador do Instituto Trata Brasil, Gesner Oliveira, avalia que há margem para melhora.
Entrevistado na Rádio Bandeirantes, ele diz que para isso, é fundamental o planejamento.
De acordo com o estudo, apenas 50% do esgoto são tratados em todo o Brasil.
Isso equivale a 5 mil e trezentas piscinas olímpicas de resíduos despejadas sem nenhum tipo de cuidado todos os dias na natureza.