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Alunos do Rio se mobilizam para combater pobreza menstrual

É possível fazer doações para ajudar na campanha que arrecada absorventes reutilizáveis

Rafaella Balieiro (sob supervisão) 17/10/2021 • 09:00 - Atualizado em 18/10/2021 • 14:54
Programa distribui absorventes para meninas em situação de vulnerabilidade social.
Programa distribui absorventes para meninas em situação de vulnerabilidade social.
Reprodução

O tema repercutiu nas redes sociais após o presidente Jair Bolsonaro vetar a distribuição de absorventes para escolas públicas do Brasil. "Pobreza Menstrual" foi batizado pela Unicef para definir a dificuldade de acesso a itens básico de higiene, como absorventes. Na tentativa de fazer a diferença, alunos de uma escola na Barra da Tijuca, criaram o programa "Deixando Fluir" para distribuir absorventes reutilizáveis para meninas em situação de vulnerabilidade social.

Ainda muito novos, aos 14 anos de idade, eles já estão pensando em como solucionar problemas reais no Brasil e no resto do mundo. Uma mulher pode gastar até R$6 mil reais durante toda a vida com a compra de itens de higiene menstrual. Por falta de acesso a eles, 25% das estudantes do país já deixaram de ir à escola.

"A questão da desigualdade ficou muito clara para nós. Tivemos palestras sobre o assunto e descobrimos que meninas acabam usando métodos anti higiênicos para conter o fluxo. Nos colocamos no lugar delas e ficamos muito sensibilizadas e, por isso, optamos por apoiar meninas da nossa faixa etária", comentou Joana, uma das alunas que idealizou o projeto.

O dinheiro usado para comprar absorventes vem de campanhas de arrecadação. Através da própria página do instagram, @deixandofluir, é possível ver os dados de contas que recebem a doação e repassam. Os alunos ainda contam com o apoio de professores no desenvolvimento do projeto, foram várias campanhas de conscientização.

"As pesquisas passaram por desigualdades, meio ambiente, pela menstruação em si, com entrevista com uma ginecologista e pelos produtos disponíveis no mercado, até que os alunos chegassem não somente à causa, mas também ao público-alvo da ação, o de meninas com idades próximas às deles", complementou professor do colégio, João Victor Ferreira.

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