Band Rio

Com preços salgados, turistas e moradores precisam desembolsar mais para comer na praia do Rio

O aumento do IPCA no acumulado do ano já passou dos 5%

Rafaella Balieiro (sob supervisão) 14/10/2021 • 18:55 - Atualizado em 25/11/2021 • 10:39
Os turistas estão sentindo o aumento dos preços
Os turistas estão sentindo o aumento dos preços
Leonardo Teixeira

Sentar em uma cadeira de praia na areia, tomar uma caipirinha com porção de pastel, embaixo de um guarda-sol, pode custar R$100. É isso que Lara Marçal, psicóloga, deve pagar hoje no final do dia, ao sair da praia de Copacabana. Com o aumento do IPCA de alimentos e bebidas, quem está pagando a conta é o cliente final.

No acumulado do ano, o Rio já teve um aumento de mais de 5% nos preços do setor alimentício. O salsichão vendido na areia também sente a crescente do índice que para esse produto já chegou a quase 18%. Frutas, refrigerantes, cerveja e queijo - todos esses alimentos típicos da praia carioca subiram os preços.

"O preço que a gente paga no interior que a gente mora, em Ribeirão Preto, não é muito barato e eu entendo que estar na praia o valor acaba sendo ainda maior. Eu já vim preparada para pagar a mais porque a inflação existe em todos os lugares", comentou Laura, turista na praia carioca.

A caixa de cerveja que antes que ficava na casa dos R$42,00, subiu pelo menos R$8,00. O alimento que também não escapou do aumentou foi a clássica batata frita. Não é só o turista, mas também o próprio empreendedor que tem sentido no bolso esse preço salgado.

"Os fornecedores repassaram aumentos de preço que a gente precisa repassar para o consumidor final. Além disso, o Rio ainda tem um dos maiores de ICMS para bebidas, então quem vem para a cidade já sabe que vai precisar pagar mais caro", comentou Cristiane Pires, empreendedora em uma barraca da praia de Ipanema.

O clássico mate gelado também teve aumento. Quem chegar na praia agora vai precisar desembolsar 20% a mais para pagar a bebida. Se a combinação for com o queijo coalho, assado na hora, o valor sobe ainda mais. O preço do quilo do lacticínio passou de R$ 22 reais para R$ 33.

"Tudo está mais caro, não é só, mas também o orégano, o guardanapo e o palito. Chegou um momento que vender o queijo por R$8,00 já não vale mais a pena", concluiu o vendedor Gabriel Moura.