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Perito foi jogado vivo no Rio Guandu

Laudo preliminar da Polícia Civil indicou que as causas da morte do policial foram os tiros e o afogamento

Felipe de Moura* 16/05/2022 • 15:55 - Atualizado em 16/05/2022 • 18:31
O perito criminal da Polícia Civil foi morto por três militares
O perito criminal da Polícia Civil foi morto por três militares
Reprodução

Renato Couto de Mendonça foi jogado vivo no Rio Guandu por três militares da Marinha na última sexta-feira (13). É o que indica um laudo preliminar da morte do perito criminal. Segundo o documento da Polícia Civil, além dos tiros, o afogamento foi a outra causa do óbito de Renato.

MILITARES RESPONDEM POR HOMICÍDIO E OCULTAÇÃO DE CADÁVER

O sargento Bruno Santos de Lima e os cabos Manoel Vitor Silva Soares e Daris Fidelis Motta vão responder por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Os três foram presos no último sábado (14).

Os militares confessaram que sequestraram o perito criminal Renato Couto de Mendonça depois de uma briga no ferro-velho do pai de Bruno. Segundo o depoimento, os presos decidiram jogar o corpo de Renato no Rio Guandu antes mesmo de saber que a vítima estava morta. Um carro da Marinha foi utilizado no crime.

Também foi preso Lourival Ferreira de Lima, pai de Bruno e dono de um ferro-velho clandestino na Praça da Bandeira, Zona Norte do Rio.

Na manhã desta sexta-feira (13), o irmão de Bruno foi flagrado por policiais tentando retirar peças do ferro-velho e foi levado para prestar esclarecimentos na delegacia.

RELEMBRE O CASO

Renato morreu depois de uma discussão com Lourival por conta de constantes furtos em uma casa que o perito criminal estava construindo na região. Segundo investigações, usuários de droga invadiam a construção para roubar material e vendiam para o ferro-velho de Lourival. Renato estava endividado por conta dos prejuízos e já teria até vendido o carro da família para pagar a construção da casa.

O corpo da vítima foi encontrado e identificado nesta segunda-feira (16) depois de três dias de buscas do Corpo de Bombeiros. O time de resgate contou com o apoio de helicópteros e botes de busca.

*Estagiário sob supervisão de Natashi Franco