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Sobe para 190 o número de infectados com varíola dos macacos no Rio

Iniciativas de conscientização e diagnóstico da doença são lançadas

Pedro Cardoni* 05/08/2022 • 07:31 - Atualizado em 05/08/2022 • 07:50
O vírus monkeypox tem 70 casos suspeitos e 11 prováveis no Rio
O vírus monkeypox tem 70 casos suspeitos e 11 prováveis no Rio
Reprodução

O número de casos de varíola dos macacos no estado do Rio de Janeiro subiu para 190 na última terça-feira (2). Além dos confirmados, outros 70 casos são considerados suspeitos e 11 prováveis pela Secretária de Estado de Saúde (SES). 129 casos foram descartados.

De acordo com a SES, existe uma diferença entre as ocorrências consideradas suspeitas e os casos prováveis. Os pacientes que começam a apresentar lesões em mucosas e/ou erupções na pele em qualquer parte do corpo, incluindo edemas nos órgãos genitais, são considerados casos suspeitos.

Já os casos prováveis, são pessoas que apresentam os sintomas da doença e tiveram exposição próxima e prolongada ou contato direto com pessoas que foram diagnosticadas com o vírus Monkeypox. O contato com materiais contaminados, como roupas de cama e banho ou utensílios pessoais desses pacientes também é considerado um fator para a transmissão do vírus.

Os casos estão sendo monitorados Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde da SES.

VARÍOLA DOS MACACOS: CONSCIENTIZAÇÃO E DIAGNÓSTICO

O aumento do número de casos da doença também é acompanhado de campanhas informativas sobre o vírus pela SES e por grandes empresas de saúde do país. Entre essas iniciativas, está o lançamento do e-book “Varíola dos macacos (monkeypox): Uma velha novidade?”, elaborado para esclarecer a população sobre sinais e sintomas da doença, assim como as formas de prevenção.

Além das medidas de prevenção, a cartilha também esclarece as principais dúvidas sobre a varíola dos macacos e oferece dados sobre a doença no Brasil. A maneira com a qual o diagnóstico é feito também é abordado no material, que também é acompanhado de um novo teste PCR para confirmação de diagnóstico da varíola dos macacos.

“Este é o primeiro passo para erradicar a falta de conhecimento sobre a doença, oferecer atendimento correto e não alarmar a população, mas proporcionar acesso ao diagnóstico, acolhimento e monitoramento de maneira correta", comentou Ligia Pierrotti, infectologista da Dasa, rede responsável pelo teste PCR.

O teste disponibilizado na rede privada é o mesmo oferecido nos laboratórios de referência da rede pública e especialistas da saúde alertam sobre a importância da realização do teste.

“A importante para que o resultado do teste saia rápido e que a gente consiga isolar rapidamente o paciente. Ele faz a identificação do vírus e consegue fazer o diagnóstico correto da doença”, concluiu Alberto Chebabo, médico infectologista do Laboratório Sérgio Franco.

*Estagiário sob supervisão de Natashi Franco