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Torcida do Fluminense critica acerto de Luiz Henrique com Betis-ESP

O valor do acordo foi considerado baixo por torcedores e comentaristas

Felipe de Moura (sob supervisão de Thiago Marchezini) 14/03/2022 • 16:32 - Atualizado em 14/03/2022 • 16:44
Luiz Henrique é a principal joia do elenco tricolor
Luiz Henrique é a principal joia do elenco tricolor
Marina Garcia/FFC

Torcedores do Fluminense protestaram contra a venda do atacante Luiz Henrique, de 21 anos, nas redes sociais e em frente à sede do clube, em Laranjeiras, na Zona Sul do Rio, no último sábado (12). As hashtags “70 milhões não” e “Fica LH” ficaram entre os assuntos mais comentados do Twitter no Brasil. 

O Tricolor encaminhou a venda de 85% dos direitos econômicos do principal destaque da equipe por 9 milhões de euros fixos e se as metas forem alcançadas, o valor pode chegar a 13 milhões de euros, o que representa cerca de R$ 70 milhões na cotação atual.

“A gente precisava fazer uma venda na janela de final de ano. Não conseguimos fazer essa venda. Diante disso, a gente assinou um pré-acordo ainda em fevereiro. Antes, portanto, do início da Libertadores, a gente já previa somente a ida do atleta entre os meses de julho e agosto. A partir do meio do ano, ainda há a necessidade de fazer, pelo menos, a venda de mais um ou dois atletas para que a gente mantenha a possibilidade de investimento no time”, disse o presidente do Fluminense, Mário Bittencourt, em entrevista coletiva neste domingo.

Autor de um golaço na última quarta-feira, o “moleque de Xerém” seria a segunda maior venda da história do clube, ficando atrás apenas do meia Gerson, que foi vendido para a Roma, da Itália, por 17 milhões de euros, em 2015. O valor da provável transação de Luiz superaria a de Richarlison, atacante da seleção brasileira, que foi de 12,5 milhões de euros.

A notícia da venda foi publicada primeiramente pelo portal GE. Se concretizada, o jogador vai ganhar cerca de 10 vezes mais do que recebe no Tricolor Carioca. Essa seria a décima venda da gestão do Mário Bittencourt, que assumiu a presidência do Flu em 2019.

“O valor é baixo. Ponto final. O Mário está sendo chicoteado nas redes sociais, o valor da venda é muito baixo. Se eu sou o Mário, eu teria aberto o motivo da venda nesse valor. Não há ninguém que concorde com esse valor. Eu queria entender o motivo real de conseguir tão pouco. Já que precisava desse dinheiro agora, era fácil resolver. Ao invés de vender 85%, vendesse 50%”, disse o comentarista Eduardo Semblano, vulgo Fui Clear, no programa “Os Donos da Bola Rio” desta segunda (14).