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Sabado, 7 de abril de 2012 - 01h18      

A era de ouro do Mappin em exposição

da redação

programacao@band.com.br

Museu Paulista guarda o acervo publicitário da mais famosa loja de São Paulo

 

O magazine Mappin, inaugurado como loja de departamentos, em São Paulo  em 1913, se tornou um ícone dos paulistanos, mas faliu em 1999. Os anúncios divulgados nesses anos todos em jornais, revistas, rádios e tv  ficaram para sempre na memória das gerações mais velhas, como o jingle que convidava a população para as liquidações anuais: "Mappin, venha correndo, Mappin, chegou a hora Mappin, é a liquidação”. O farto material publicitário da loja hoje pode ser visto e revisto pelo público no Museu Paulista, no Ipiranga.

 

Historia

O primeiro endereço do Mappin foi na rua 15 de Novembro. Em 1919 a loja mudou-se para um imóvel mais amplo situado à praça do Patriarca e, em 1939, deixou o centro velho para ocupar a parte nova da cidade, do outro lado do viaduto do Chá. O novo edifício, em estilo art déco, saiu da prancheta de um renomado arquiteto  Eliziário Bahiana, e marcou época. As senhoras da cidade freqüentavam o restaurante e o salão de chá, onde ocorriam famosos desfiles de moda. O Mappin foi o precursor do crediário. No início da década de 1930 colocou etiquetas com preços nos produtos em suas vitrines, estratégia para atingir as classes mais populares. Em 1950, a família Alberto Alves passou a controlar o empreendimento, até então com os ingleses. Na década de 1980, o número de funcionários chegou a 8.500 distribuídos em 70 departamentos. Pelas calçadas da Praça Ramos de Azevedo passavam 500 mil pessoas diariamente e cerca de 50 mil entravam na loja, em busca de um dos seus 56 mil itens à venda. Em 1996, a empresa passou para as mãos do empresário Ricardo Mansur, quando a rede contava com 12 lojas e 6 mil funcionários.  

 

Coleção

Um conjunto de documentos com anúncios de jornais, catálogos de produtos, fitas e rolos de filmes com propagandas e desfiles, fotografias e o material de pesquisa para o livro “Mappin Setenta Anos” estão no museu e ajudam a compreender como a população paulistana, especialmente aquela distante dos ambientes da corte no Rio de Janeiro e das cidades européias, conseguiu realizar suas primeiras experiências com interiores finamente decorados.  As imagens de interiores de residências exibidas nas lojas e publicadas em jornais e revistas serviram como referência de gosto, valor de modernidade, forma de distinção social, “ensinando” aos seus consumidores como se comportar, como se vestir, como decorar e mobiliar suas casas.  

 

O Museu Paulista, que pertence à USP, fica no Parque da Independência, s/n.º - Ipiranga. O telefone é 2065-8000.

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