PUBLICIDADE:

Sabado, 7 de abril de 2012 - 01h33      

Musical revolucionário está de novo em cartaz

da redação

programacao@band.com.br

A era de aquário está de volta para deixar o sol entrar

 

Em outubro de 1967 estreou , off-Broadway, o musical “Hair: The American Tribal Love - Rock Musical “, escrito por James Rado e Gerome Ragni, com músicas de Galt MacDermot.  Ficou em cartaz por 45 dias. Depois de algumas apresentações numa discoteca de Manhattan o musical estreou na Broadway, em 29 de abril de 1968, para uma carreira de 1750 apresentações que entraria para a história.

 

“Hair” nasceu da contra-cultura hippie, da revolução sexual dos anos 60. Suas canções tornaram-se hinos dos movimentos populares anti-Guerra do Vietnã . A quebra de valores, a linguagem ao falar das drogas, da sexualidade, a irreverência pela bandeira nacional e cenas de nu explícito, causaram enorme controvérsia. Ele trouxe ao mundo dos musicais novos parâmetros, usando a integração racial para compor o elenco e convidando a platéia a interagir com o espetáculo, subindo ao palco na cena final.

 

“Hair” conta a história de um grupo de hippies, cabeludos, que levam uma vida boêmia em Nova York e lutam contra o alistamento militar. “Claude”, “Berger” e “Sheila” e outros amigos, com suas idéias e atos sobre amor e sexo livre entram em choque com os pais e a conservadora sociedade americana. “Claude” precisa decidir entre rasgar seu alistamento, como seus amigos, ou ceder à pressão e servir no Vietnã, comprometendo seus princípios pacifistas e arriscando sua vida.

 

O sucesso arrebatador do musical se espalhou pelo mundo. No Brasil a montagem estreou em São Paulo, em outubro de 1969, pouco depois da edição do AI-5, durante o período mais duro da ditadura militar no país. Houve uma longa negociação com a censura.  A montagem original tinha várias cenas de nudez, e no final ela subiu ao palco com uma única cena de nudez, coletiva, imóvel, durante um minuto apenas. Era um símbolo. Mas suficientemente forte.

 

A montagem levada ao palco do Teatro Aquarius,  mais tarde Teatro Zaccaro, no bairro do Bixiga, ficou três anos em cartaz, em várias cidades do país. Um fenômeno para a época. A produção foi dos atores Altair Lima

e Maria Célia Camargo, com direção de Ademar Guerra, versão de Renata Pallottini, direção musical de Claudio Petraglia e coreografia de Marika Gidali. Entre 1969 e 1972 vários atores jovens, muitos deles ainda desconhecidos, que mais tarde se tornariam astros do cinema e da televisão, se revezaram no elenco. Nessa lista estão, entre outros Aracy Balabanian, Armando Bogus, Bibi Vogel, Sonia Braga, Laerte Morrone, Helena Ignez, Fernando Reski, Ricardo Petraglia, Ariclê Perez, Neuza Borges, Rosa Maria, Peréio, Buza Ferraz, Antonio Pitanga, Cléo Ventura, Esther Góes , Edyr de Castro, Antonio Fagundes, Francarlos Reis, Nuno Leal Maia, Ney Latorraca, Denis Carvalho, Tamara Taxman, José Wilker, Betina Viany, Tânia Scher e Wolf Maia.

 

Muitos anos depois, no embalo do sucesso do relançamento do musical na Broadway  em 2009 os diretores e produtores Charles Moeller e Cláudio Botelho produziram uma nova montagem brasileira, que estreou no Rio de Janeiro em novembro de 2010 e neste começo do ano iniciou sua temporada em São Paulo no Teatro Frei Caneca. Em cena estão trinta jovens atores e cantores também pouco conhecidos do grande público como Hugo Bonemer, Igor Rickli, Carol Puntel e Karin Hils entre outros, escolhidos entre mais de 5 mil inscritos para a seleção do elenco.

Passados tantos anos, e mesmo com uma, agora, visão histórica da revolução hippie, o musical  emociona e leva o publico a refletir sobre os valores reais da vida.

 

“Hair” está em cartaz no Teatro do Shopping Frei Caneca. Mais informações pelo telefone 3472-2226.

 

 

 

ENVIE PARA UM AMIGO

Compartilhe:

Delicious

Yahoo My Web

Google Bookmark

Digg

Windows Live

Reddit

Stumbleupon

Twitter

A A

Tamanho do texto

PUBLICIDADE