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Acusados de executar jovem por engano em Tremembé vão a júri popular

Gustavo Salles foi morto a tiros em abril de 2020, no bairro Jardim Santana, em Tremembé

Redação Band Vale 16/09/2021 • 00:17 - Atualizado em 16/09/2021 • 00:36
Acusados pela morte de Gustavo Salles, em Tremembé, vão a júri popular
Acusados pela morte de Gustavo Salles, em Tremembé, vão a júri popular
Arquivo Pessoal

Suspeitos pelo assassinato de Gustavo Salles, jovem de 24 anos morto a tiros em abril de 2020 no bairro Jardim Santana, em Tremembé, vão a júri popular nesta quinta-feira (16). As informações são de Rauston Naves, do Vale Urgente.

A vítima foi atingida por quatro disparos enquanto conversava com uma amiga a poucos metros de casa, e instantes após deixar o trabalho.

Gustavo trabalhava em um supermercado e voltava para casa de bicicleta. No dia do crime, decidiu fazer uma parada na casa de uma amiga que fazia aniversário. A dupla que chegou em uma moto, teria pedido drogas a vítima, que respondeu que não fazia a venda nem uso de entorpecentes. Quando questionado sobre o apelido, Gustavo respondeu, "sou o Gu", neste momento o jovem foi baleado.

Segundo a família e amigos, Salles foi confundido pelos criminosos que fugiram, mas foram presos dias após o crime. Gustavo não tinha passagens pela polícia e não era usuário de drogas. Nos dias de folga, a vítima se dedicava ao time de futebol do bairro, onde era conhecido como "zagueiro".

"Meu filho morreu sem saber o que estava acontecendo, ele não merecia isso. Eles [criminosos], tinham problemas com outras pessoas do bairro, e confundiram com meu filho que não teve chance de se defender", disse Luci Salles, mãe da vítima.

Os réus de 20 e 22 anos permanecem presos. O júri popular foi marcado para esta quinta-feira (16), às 13h na Câmara Municipal.

"Eu não quero vingança, só quero justiça. Não mataram só meu filho, mataram nossa família inteira", completou a mãe de Gustavo, que era filho único.

Amigos da vítima e da família se mobilizam para que haja a condenação dos suspeitos. Faixas foram espalhadas pela cidade e fixadas no campo de futebol onde Gustavo jogava. Nas redes sociais, vídeos e fotos pedindo justiça também viralizaram.

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