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Galisteu era vizinha de Jô Soares: “Não vou sentir o perfume dele nunca mais"

Adriane Galisteu fala da relação profissional e de amizade com o apresentador, que morreu aos 84 anos em São Paulo. Ela, que está na Itália, tinha um novo projeto para estrear em breve com o diretor.

Da redação 05/08/2022 • 10:42 - Atualizado em 05/08/2022 • 14:35

Adriane Galisteu morou no mesmo prédio de Jô Soares, em São Paulo, por mais de 20 anos. O apresentador, diretor, escritor e humorista, que estava internado no hospital Sírio Libanês, morreu na madrugada desta sexta-feira (5). Em viagem à Itália, Galisteu falou por telefone com a rádio BandNews FM sobre a partida do amigo e lamentou que nunca mais cruzará com ele no elevador do prédio. 

 “Fico imaginando como será entrar no elevador e não sentir o perfume do Jô. Por onde passava, ele deixava um cheiro maravilhoso. Poxa, estou voltando para casa depois de uma viagem incrível, entrarei no elevador e não sentirei o perfume do Jô nunca mais”, desabafou. 

Ela declarou que Jô estava em tratamento médico. A causa da morte do apresentador não foi divulgada pela família. “Para mim ele estava bem. Indo e vindo do hospital por uma questão de um tratamento mais delicado, mas toda vez que encontrava com ele sabia que ele estava bem. Era um homem muito forte”, disse. 

Novo projeto de Galisteu com Jô Soares


Além de amiga e vizinha, Adriane Galisteu também trabalhou com Jô Soares no teatro. A parceria seria retomada com um novo espetáculo, que foi adiado em razão da pandemia.

“Eu estava com o texto dele na mão porque estávamos discutindo a volta dele como diretor. Estávamos começando a nos reunir de novo. Por causa da pandemia, ele não quis fazer ensaio on-line. Iríamos retomar os ensaios para fazer um espetáculo novo. Eu voltaria para o Brasil e conversaria com ele sobre datas de ensaio. É muito difícil”, afirmou.

A apresentadora também se lembrou de como o comunicador ficou abalado pela morte do filho, Rafael Soares, em 2014.

“Ele se abalou demais com a morte do filho e foi aí que vi um Jô mais vulnerável, mas até então eu via nele uma fortaleza. Não estamos preparados para perder o filho pois inverte a lei da vida. O Jô balançou muito. Foi a partir desse momento que ele começou a ficar um pouco diferente em relação à vida, ao brilho da vida. Ainda assim era um homem cheio de projetos”, disse Galisteu.