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Associação de proteção veicular é investigada por fraude pela PF

A empresa tem cerca de 100 mil associados, 500 funcionários e fatura ilegalmente mais de R$ 500 milhões de reais por ano

Bárbara Sobreira

Associação de proteção veicular é investigada por fraude pela PF
Reprodução

A Polícia Federal deflagrou uma operação, na manhã desta terça-feira (27), contra uma das maiores associações de proteção veicular do país, suspeita de aplicar golpes em clientes e lavar dinheiro. Com sede em Belo Horizonte, a empresa tem cerca de 100 mil associados, 500 funcionários e fatura ilegalmente mais de R$ 500 milhões de reais por ano. A PF não divulgou o nome da seguradora. 

Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão, sendo três na região da Pampulha, em BH, um em Lagoa Santa, na região metropolitana, e um na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Um desses mandados foi na sede da empresa, localizada no bairro São Luiz, em BH, onde foram apreendidos computadores, planilhas e outros documentos.

Com várias queixas no Procon, a seguradora não realizava o pagamento das indenizações por perda total, não autorizava o uso diversos serviços contratados, além de disponibilizar oficinas credenciadas de má qualidade. O casal dono da empresa também é suspeito de lavagem de dinheiro.

Como uma “associação” não pode distribuir lucro a seus diretores, os sócios abriam empresas satélite, assim, o dinheiro da associação era repassado para essas empresas como forma de pagamento de serviços, tais como assistência 24hs, reboque, rastreadores, oficinas, entre outros.

Os diretores e seus “laranjas” são indiciados por lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, crime contra as relações de consumo e por fazer operar instituição financeira sem autorização estatal. A pena pode chegar a mais de 20 anos de prisão.

O casal fundador do esquema mora na Flórida e as buscas seguirão em contato com as autoridades estadunidenses.

Vale lembrar que é proibido explorar ilegalmente o mercado de seguros sob a denominação de associações de proteção veicular. O modelo associativo não permite a venda de seguros, segundo a lei brasileira.