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Vídeo: influenciadores divulgam rachas nas redes sociais e debocham da polícia

Em São Paulo, uma multa é aplicada a cada quatro dias por prática de corridas ilegais

Por Cesar Cavalcante

Grupos de influenciadores estão divulgando corridas ilegais, mais conhecidas como rachas, livremente nas redes sociais.

Em vídeos obtidos pela Band, um motorista acelera e, em poucos segundos, o carro que passou por uma preparação para aumentar a potência do motor chega aos 200 km/h – em uma estrada de São Paulo em que o limite de velocidade é de 120 km/h.

O condutor repete a imprudência na Marginal Tietê, via movimentada da capital paulista, trocando de faixa e colocando outros motoristas em risco.

Os vídeos foram postados em um canal dedicado a divulgar corridas em via pública, comportamento criminoso e perigoso até para quem só está passando pelo caminho. Um participante chega a debochar da polícia nas imagens.

Se a polícia chegar aqui dá multa de ‘3 conto’ para todo mundo.

Recentemente, uma mulher de 36 anos perdeu uma perna ao ser atropelada por um carro de luxo em alta velocidade. A polícia tem indícios e apura se o motorista participava de um racha.

Crime em alta

Neste ano de 2024, na capital paulista, o número de multas aplicadas pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran) por disputar corridas já é quase o mesmo de todo o ano passado. É como se, a cada quatro dias, uma multa fosse aplicada. E especialistas ainda apontam que há subnotificação.

“O problema é flagrar essa pessoa na disputa automobilística. Falta trabalho de inteligência da polícia e fiscalização mais intensa, porque a polícia sabe mapear onde acontece”, diz Maurício Januzzi, presidente da OAB Butantã e especialista em crimes de trânsito.

Quem for flagrado disputando racha pode pegar até 3 anos de cadeia, levar multa e perder o direito de dirigir ou ter a CNH suspensa. A prática é agravante se houver morte.

Já a divulgação de vídeos na internet também pode ser punida, ao ser enquadrada como exaltação de crime. Em 2022, o Congresso aprovou uma lei que punia especificamente a divulgação de infrações de trânsito, mas o então presidente Jair Bolsonaro vetou quase todo o texto.

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