Brasil Urgente

Polícia investiga se autor de massacre em creche de SC teve ajuda para o crime

Autoridades buscam pistas no computador do jovem que matou cinco pessoas em escola infantil da cidade de Saudades

Da redação, com Brasil Urgente 06/05/2021 • 19:30 - Atualizado em 06/05/2021 • 19:31

A investigação do ataque em Saudades, no interior de Santa Catarina, aproxima o caso cada vez mais do que se viu em outro massacre: o do colégio Raul Brasil, em Suzano, na grande São Paulo, há pouco mais de dois anos. Depoimentos apontam que ataque a creche em SC foi planejado.

Na ocasião, os agressores invadiram a escola com arma de fogo, machadinho e um arco e flecha medieval, matando oito pessoas e deixando 11 feridos. 

Os dois assassinos participavam de um forum na deep web, a internet profunda, com apologia à violência e ao terrorismo. O objetivo deles era superar os massacres de Columbine, nos EUA, em 1999, quando 15 pessoas foram mortas, e realengo no rio de janeiro, em 2011, com 13 mortos.

Tudo indica que os mesmos ideais inspiraram Fabiano Kipper Mai, de 18 anos. Com a autorização da Justiça, os policiais da delegacia de Pinhalzinho iniciaram uma varredura no computador do assassino. A quantidade de dados é muito grande, por isso é preciso cuidado na análise. Mas já é possível afirmar que Fabiano também conversava sobre os mesmos assuntos com desconhecidos na internet.

“Já temos alguns elementos interessantes que estamos coletando, que vão nos dar uma ideia melhor de tudo o que aconteceu”, afirmou o delegado Jerônimo Marçal Ferreira, responsável pelo caso.

Em um primeiro momento, a investigação aponta que fabiano agiu sozinho. Mas não esta descartada a possibilidade de que ele tenha tido ajuda, orientação ou incentivo de amigos virtuais.

“Estamos começando a fazer essa análise. Mas pode ser que a gente descubra que há um segundo envolvido”, afirmou o delegado.

Fabiano Kipper Mai, de 18 anos, teve a prisão preventiva decretada e responde por cinco homicídios triplamente qualificados e uma tentativa de homicídio. Ele continua internado no hospital de Chapecó em estado grave. Quando tiver alta, vai passar por avaliação psicóloga.

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