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Ex-diretor do Ministério da Saúde deixa prisão após pagamento de fiança

Roberto Dias teve prisão decretada pelo presidente da CPI da Covid por “mentir em perjúrio”, durante depoimento à comissão mais cedo

Da Redação, com BandNews TV 07/07/2021 • 23:30 - Atualizado em 08/07/2021 • 16:09

Roberto Dias, ex-diretor do Departamento de Logística do Ministério da Saúde, foi solto no fim da noite desta quarta-feira (7) após pagamento de fiança de R$ 1,1 mil.

Dias deixou o local acompanhado de sua advogada por um acesso alternativo e sem falar com a imprensa.

Ainda não se sabe o teor das falas de Dias após a prisão decretada na sessão. Ou seja, ainda não se sabe se ele mudou a versão dada na CPI.

O ponto mais polêmico do depoimento na comissão do Senado foi a explicação do contato com Luiz Dominguetti. Dias afirmou que estava tomando um chopp em um restaurante de Brasília quando apareceu uma pessoa que ele não conhecia vendendo vacinas, que era o policial e representante da Davati.

“Ele está mentido desde manhã, dei chances para ele o tempo todo, pedi várias vezes. Os áudios do Dominguetti são claros. Ele vai sempre arranjar uma desculpa. Ele não quis dizer o porquê foi tirado do cargo, o porquê tentaram tirá-lo da primeira vez, o porquê trocaram dois assessores diretos seus.  Sempre se recusando a responder. Aqui o senhor fez um juramento. Então, estou pedindo: chame a polícia do Senado, o senhor está detido pela presidência da CPI”, disse Aziz mais cedo ao dar voz de prisão.

Após a voz de prisão, passaram a ser veiculados áudios de Dominguetti em posse da CPI que contradiziam a versão do ex-diretor do Ministério da Saúde sobre o encontro com o policial para a negociação de doses das vacinas.

Senadores de oposição criticaram a voz de prisão, justificando que outros depoentes também mentiram diante da CPI e não foram presos. Governistas consideraram a decisão de Aziz ilegal e tentaram reverter a medida, sem sucesso.

Para Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e Simone Tebet (MDB-MS), o ex-funcionário do Ministério da Saúde devia ser acareado com o ex-secretário-executivo Elcio Franco, envolvido nas denúncias.

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