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Greve nacional de maquinistas paralisa trens na Alemanha

Paralisação nacional deve durar 24 horas. Greve foi convocada por sindicato após o fracasso das negociações com operadora ferroviária nacional.

Por Deutsche Welle

Greve nacional de maquinistas paralisa trens na Alemanha
Greve nacional de maquinistas paralisa trens na Alemanha
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Os maquinistas de trem da Deutsche Bahn, a companhia ferroviária nacional da Alemanha, iniciaram uma greve que deve se estender por 24 horas.

A greve nacional dos transportadores de passageiros começou às 22h (horário local) de quinta-feira (07/12) e estava programada para durar até as 22h de sexta-feira. Até a tarde desta sexta, a paralisação já havia causado o cancelamento de centenas de trens, além de atrasos e interrupções que devem ter efeitos durante o próximo fim de semana.

Uma greve de maquinistas de trens de transporte de cargas também teve foi convocada na quinta-feira.

Além dos trens de longa distância, a paralisação atinge composições regionais e trens urbanos nas cidades de Berlim e Hamburgo.

Esta é a quarta greve que afeta a Deutsche Bahn apenas neste ano e vem na sequência de uma interrupção que se estendeu por 20 horas e forçou o cancelamento de cerca de 80% de todos os trens regionais e de longa distância na Alemanha em 15 e 16 de novembro.

Outras empresas ferroviárias menores, como o Grupo Transdev (incluindo Bayerische Oberlandbahn e NordWestBahn), também são afetadas pela paralisação.

Quais são as exigências dos grevistas?

A paralisação desta quinta e sexta foi convocada pelo sindicato GDL, que pede uma redução no trabalho semanal de 38 para 35 horas sem redução no pagamento, um aumento mensal de 555 euros para os funcionários e um pagamento único de 3 mil euros para compensar a inflação do último ano.

A Deutsche Bahn rejeitou categoricamente qualquer redução de horas, citando a escassez de mão de obra, e, em vez disso, ofereceu um aumento de 11% aos maquinistas filiados ao GDL.

O presidente do sindicato, Claus Weselsky, já havia anunciado anteriormente que as negociações com a Deutsche Bahn haviam fracassado em 24 de novembro. Posteriormente, o sindicato iniciou uma votação entre seus membros sobre a possibilidade de passar de "greves de advertência" temporárias para greves de grande escala. O resultado da votação é esperado para pouco antes do Natal.

Embora se espere que a greve de sexta-feira seja a última do ano, Weselsky alertou que greves "mais longas e mais intensas" poderão ser convocadas no início de 2024, caso não se chegue a um acordo.

Qual foi a reação da Deutsche Bahn?

A empresa Deutsche Bahn classificou a greve convocada pelo GDL como "irresponsável e egoísta".

"Em vez de negociar e encarar a realidade, o sindicato dos maquinistas entrou em greve por causa de exigências impossíveis de serem cumpridas. Isso é absolutamente desnecessário", disse o diretor de recursos humanos da Deutsche Bahn, Martin Seiler.

A maioria do público alemão também se posicionou contra a greve, de acordo com uma pesquisa da YouGov divulgada na sexta-feira. Dos 3.700 entrevistados, 59% reprovaram a paralisação, enquanto 30% expressaram simpatia. Em geral, os entrevistados mais jovens demonstraram mais compreensão do que os mais velhos.

O GDL, que tem cerca de 10 mil membros, é o menor dos dois sindicatos que representam os funcionários da Deutsche Bahn, mas exerce uma influência maior em caso de greve, pois representa os maquinistas de trens.

jps/bl (DW, dpa, ots)

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