Jornal da Band

"Olhos do mundo esperam atitude firme de Lula contra Maduro", diz Oinegue

Lula já tentou intervir em outros conflitos, como as guerras entre Rússia e Ucrânia e entre Israel e Hamas

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Lula discursou contra a crise e se posicionou contra o conflito entre os dois países
Lula discursou contra a crise e se posicionou contra o conflito entre os dois países
Reprodução/Redes Sociais
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O jornalista Eduardo Oinegue, apresentador do Jornal da Band, cobrou uma "atitude firme" de Lula na mediação da crise entre Venezuela e Guiana e, principalmente, contra o presidente venezuelano Nicolás Maduro na questão da anexação da região de Essequibo, área disputada entre os dois países há mais de um século e que possui reservas de petróleo estimadas em 11 bilhões de baris.

Na opinião do apresentador, o presidente brasileiro já tentou intervir em outros conflitos, como as guerras entre Rússia e Ucrânia e entre Israel e Hamas, e precisa agir para evitar um conflito na América do Sul. "Lula deu declarações sobre a guerra da Rússia com a Ucrânia, onde o Brasil não tem papel algum. Depois deu declarações sobre a guerra Israel x Hamas, onde o Brasil tambem não tem papel algum. E nesse caso fazendo criticas a Benjamin Netanyahu, que Lula chamou de extremista, e a Joe Biden, que Lula acusa de não ter agido para evitar a guerra", afirma Oinegue.

"Agora surgiu um conflito aqui na América do Sul entre a Venezuela e a Guiana. Conflito que envolve um extremista, Nicolás Maduro, que quer anexar a maior parte do território vizinho. E envolve alguém que pode agir para evitar a guerra, que é ele, Lula. Os olhos do mundo esperam do presidente uma atitude firme contra esse projeto alucinado do ditador venezuelano", acrescentou o jornalista.

Nesta quinta-feira, na abertura da Cúpula do Mercosul, no Rio de Janeiro, Lula discursou contra a crise e se posicionou contra o conflito entre os dois países. "Coisa que não queremos aqui na América do Sul é guerra. Não precisamos de guerra, não precisamos de conflito", afirmou o presidente. A organização ainda divulgou um comunicado conjunto pedindo diálogo e a busca por uma solução pacífica na crise.

A Corte Internacional de Justiça decidiu na última semana que a Venezuela não pode tentar anexar o território. O presidente da Guiana, Irfan Ali, disse que vai acionar o Conselho de Segurança da ONU para proteger o território do país e cobrou ajuda de Lula para que medie o conflito "com maturidade e liderança".

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