Jornal da Noite

Polícia investiga se morte de Djidja Cardoso foi causada por overdose

A mãe, o irmão e a gerente do salão foram presos na casa em que Djidja foi encontrada morta

Adriano Fernandes e Rubia Cassol

O alvo da operação mandrágora da Polícia Civil do Amazonas foi essa clínica veterinária na zona centro-oeste de Manaus. O estabelecimento é suspeito de fornecer medicamentos sem receita.

A operação investiga membros de uma seita religiosa que fornecia e até incentivava o uso da ketamina.

“Não existia qualquer espécie de controle sobre os receituários em relação a venda desses materiais”, disse Cícero Túlio, delegado titular

A ketamina ou cetamina é utilizada como anestésico no tratamento de dores intensas além de ser usada como tranquilizantes em animais de grande porte, como cavalos.

Familiares e funcionários da rede de salão de beleza que Djidja Cardoso era sócia foram presos. A polícia informou que eles se preparavam para fugir. Horas depois, outra funcionária decidiu se entregar. 

O Tribunal de Justiça do Amazonas decretou a prisão preventiva de cinco pessoas pelos crimes de estupro. Associação para o tráfico de drogas e venda de drogas. Outro funcionário, Marlisson Vasconcellos Dantas, continua foragido.

A mãe, o irmão e a gerente do salão foram presos na casa em que Didja foi encontrada morta. No local, a polícia apreendeu vários frascos do medicamento anestésico cetamina.

Luvas e seringas também foram encontradas na residência. No momento da prisão. Ademar Farias, irmão da vítima, disse que fazia uso do medicamento para dormir.

Cleusimar Cardoso, mãe de Djidja afirmou, já na viatura que no momento certo todos saberiam da verdade. A causa da morte da ex-sinhazinha do boi garantido ainda segue em investigação. 

No dia 24 de abril, familiares registraram um boletim de ocorrência, afirmando que Djidja estaria em cárcere privado, sem autorização para receber visitas e em estado lamentável, por uso excessivo de drogas.

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