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Cinco policiais assinam ocorrência da morte de Genivaldo

MPF deu prazo para receber informações sobre as investigações

Narley Resende 27/05/2022 • 07:58 - Atualizado em 27/05/2022 • 11:29

Os policiais rodoviários federais Clenilson José dos Santos, Paulo Rodolpho Lima Nascimento, Adeilton dos Santos Nunes, William de Barros Noia e Kleber Nascimento Freitas, que assinam o boletim da ocorrência que resultou na morte de Genivaldo de Jesus Santos, 38 anos, devem ser ouvidos na apuração interna da PRF (Polícia Rodoviária Federal). Os nomes foram confirmados pela reportagem do Portal da Band

Genivaldo foi morto na quarta-feira (25), após ser trancado em uma câmara de gás improvisada no porta-malas de uma viatura da PRF, no município de Umbaúba, em Sergipe.

A PRF informou que “os agentes envolvidos foram afastados das atividades de policiamento”. A nota não deixa claro se a medida afeta todos os cinco que assinam a ocorrência. A corporação tem até segunda-feira (30) para enviar informações sobre o caso ao MPF (Ministério Público Federal), que abriu procedimento para acompanhar as investigações

O MPF também requisitou informações à Delegacia de Polícia Civil de Umbaúba e determinou que a Polícia Federal (PF) informe o número do inquérito instaurado para apurar os fatos. Cabe à PRF enviar informações sobre processo administrativo instaurado para apuração da abordagem policial. Os órgãos precisam enviar a resposta em um prazo de 48 horas úteis.

Vídeo: homem morre em porta-malas de viatura da PRF

“Nordeste Seguro”

Os agentes que assinam a ocorrência são integrantes do Comando de Operações Especiais da Polícia Rodoviária Federal no Sergipe e assumem, em documento oficial, compor a “equipe de motopoliciamento tático [que] efetuava policiamento e fiscalização” responsável pela detenção que terminou com a morte de Genivaldo. 

Três agentes aparecem nas imagens colocando Genivaldo na traseira da viatura da PRF, e um deles parece atirar uma bomba de gás no compartimento, o que faz surgir uma nuvem de fumaça. Em seguida, seguraram a porta quase que inteiramente fechada para que a vítima e o gás permaneçam dentro do veículo. É possível ver as pernas do homem para fora, se debatendo, e ouvir seus gritos de desespero.

Um laudo do Instituto Médico-Legal (IML) divulgado na quinta (26) mostra que a causa da morte foi asfixia mecânica e insuficiência respiratória aguda. 

Os policiais participavam de uma operação chamada “Nordeste Seguro” quando prenderam Genivaldo.