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Rio de Janeiro e Belo Horizonte registram filas de motoristas em busca de combustível

Em alguns postos, a fila começou na noite desta quinta-feira (21) e já existem bombas com falta de gasolina

Ana Luiza Bongiovani, Christiano Pinho e Ryan Lobo, da BandNews FM e Daniela Mallmann, no Bora Brasil 22/10/2021 • 10:07 - Atualizado em 22/10/2021 • 11:42

Rio de Janeiro e Belo Horizonte registram filas na manhã desta sexta-feira (22) com motoristas em busca de combustível. Em alguns postos, a fila começou na noite de ontem e já existem bombas com falta de gasolina.

A movimentação é provocada pela paralisação dos caminhoneiros tanqueiros. A categoria cobra a redução no valor do diesel. Equipes da BandNews FM percorrem postos e acompanham a situação pelo país.

No Rio de Janeiro, postos da Barra da Tijuca registram falta de insumos e motoristas relataram o medo de ficar sem gasolina, por isso, a corrida aos postos e o combustível já está custando R$ 8 em alguns locais. 

O Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis do Rio afirma que o abastecimento dos postos está normalizado.

A informação foi divulgada na manhã desta sexta-feira (22), um dia após os motoristas de caminhões-tanque cruzarem os braços em frente à Refinaria de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Eles protestavam contra a alta dos preços do diesel, da gasolina, do etanol e do gás de cozinha.

Segundo o Sindicomb, o abastecimento começou a ser normalizado no fim da noite de ontem. A Associação das Empresas de Transporte de Combustíveis e Derivados do Estado ainda não se pronunciou sobre o fim da paralisação.

Nesta quinta-feira (21), motoristas chegaram a encontrar alguns postos na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, sem gasolina. O mesmo aconteceu nas cidades de Teresópolis e Nova Friburgo, na Região Serrana, onde até mesmo motoristas de ônibus foram aos postos com medo do desabastecimento.

O Sindcomb disse já ter notícias de que os caminhões vão fazer as entregas dos combustíveis no fim de semana. A possibilidade de desabastecimento durante a paralisação deixou a população e os gerentes de postos preocupados. Os motoristas temem que haja um novo aumento no preço dos combustíveis, o que já foi adiantado pelo presidente Jair Bolsonaro.

Em Belo Horizonte, as filas nos postos causam impactos no trânsito. A correria dos motoristas também é provocada pelo medo do aumento ainda maior do combustível e já existe falta de gasolina em alguns postos.

A Polícia Militar de Minas Gerais faz a escolta de caminhoneiros que decidiram furar a greve e não há um prazo para o fim da paralisação.