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Amor ou loucura? Duas histórias que levam a um só destino: A Glória Eterna

Certamente você já fez ou ouviu histórias de loucuras por amor. Mas por todo tipo de amor? E do que você seria capaz de enfrentar para estar ao lado desse “alguém” tão especial?

João Vidal (sob supervisão de Natashi Franco) 26/11/2021 • 20:10 - Atualizado em 26/11/2021 • 20:16
Taça da Libertadores da América
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O microempreendedor, Felipe Damico Capitão, de 31 anos já tem a resposta para a pergunta no subtítulo dessa matéria. Ele saiu do Rio de Janeiro de ônibus, com destino a Lima, no Peru. Foram quase 5.000 km até o país sul-americano. 4 dias de viagem, 3 países diferentes e apenas duas paradas por dia. Tudo isso para ver o Flamengo, um grande amor de sua vida, conquistar o segundo título de Libertadores na história.

Para chegar até lá, além da longa viagem, no meio do deserto, em São Pedro de Atacama, no Chile, manifestações políticas no país, causaram um susto e atrasaram ainda mais a odisseia rumo à “Glória Eterna”:

“Acordamos no meio do deserto, já com o ônibus parado e os pneus queimando, Foram mais de 12 horas parados no geral. Fomos pelo menos duas vezes negociar com os manifestantes, a revelia da organizadora, mas sempre com sucesso no final”, conta o torcedor.

O Flamengo perdia aquela final para o River Plate-ARG até os 44 minutos do segundo tempo, quando Gabigol empatou a partida e 3 minutos depois, aos 47, de forma emocionante virou o jogo e garantiu o título continental para o clube. Nem precisei perguntar se valeu a pena. E se ele faria de novo? Damico já está em Montevidéu, dessa vez, sem nenhum contratempo e planeja Guayaquil 2022, sede da final da próxima edição da Libertadores.

“Com certeza! Ano que vem é Guayaquil. É mais longe. Montevidéu está facil de mais”, revela Felipe

Por vezes o amor se confunde com loucura. O Dida, que é Editor de Vídeo, sabe muito bem disso. Ele também já está em Montevidéu, para acompanhar o Flamengo em mais uma decisão de Libertadores.

Sem tantas aventuras quanto o Felipe, mas com um histórico enorme de dedicação ao clube, ele credita o fator financeiro como o maior devaneio:

“Eu acho que a maior loucura foi pagar R$ 1.100 no ingresso de um jogo, por mais importante que seja. Acompanhar o Flamengo por aí é algo que faz parte do meu cotidiano”, explicou o editor.

O palco da final deste sábado (27) é o mesmo da final de 1981, que foi vencida pelo clube carioca. Era o primeiro título da Libertadores. Dida não estava lá, mas acredita que amanhã vai ser especial.

“Seguindo 2019, quando fomos campeões no mesmo 23/11 de 1981, seria muito especial dessa vez conquistarmos a libertadores pela terceira vez, com outra referência à 1981, que seria o local da final em 2021, que foi o mesmo local do terceiro jogo de 1981”, completou ele.

Histórias de amor. Loucuras que movem um apaixonado torcedor. Tudo rumo à Glória Eterna!

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