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Chefe da maior facção criminosa do Pará morre em Operação na Penha

Mauri Edson Vulcão Costa, o Déo, é um dos 23 mortos da Operação na Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha. Ele é acusado de mandar matar agentes de segurança no Pará

Felipe de Moura* 26/05/2022 • 17:41 - Atualizado em 26/05/2022 • 18:05
Déo foi um dos 23 mortos na Operação
Déo foi um dos 23 mortos na Operação
Reprodução

Mauri Edson Vulcão Costa, vulgo Déo, é um dos 23 mortos da Operação conjunta do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha, Zona Norte do Rio, nesta terça (24).

Déo era do alto comando do braço de uma das maiores facções criminosas do país nas cidades de Belém e Abaetetuba, no Pará. De acordo com as investigações, Mauri Edson é apontado como mandante de mais de 20 ataques contra agentes de segurança no estado do Pará nos últimos 30 dias, tendo 16 desses ataques resultado em agentes mortos.

O criminoso respondia por 23 ações penais pelos crimes de homicídio, associação para o tráfico e tráfico de drogas. Ele também é apontado como responsável pela migração de foragidos do Pará para o Rio.

Também segundo as investigações, Déo teria ordenado os ataques do Complexo da Penha, onde está desde 2020. Ele tinha a intenção de se vingar da prisão do irmão Max Vulcão Costa, o “Baca”, que está detido desde 2019 no Presídio Federal de Cascavel, no Paraná.

Segundo a Polícia Civil, Déo ordenou 14 crimes apenas na última semana. Entre eles, a execução de um militar da Aeronáutica, morto dentro de um ônibus.

Déo também foi responsável pela vinda para o Rio de Eraldo de Novaes Ribeiro, o "Pará", que também foi morto na operação do Bope e da PRF. Investigações apontam que ele ocupava posição no alto escalão da facção no município paraense de Moju.

*Estagiário sob supervisão de Natashi Franco