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DH investiga a morte de entregador de aplicativo no Morro do Palácio, em Niterói

Familiares da vítima afirmam que Elias foi morto pela PM

Thales Teixeira (Sob supervisão) 25/11/2021 • 18:08
Manifesto pela morte de Elias
Manifesto pela morte de Elias
Foto: Reprodução/Redes Sociais

A Delegacia de Homicídios está investigado de onde partiu o disparo que matou o entregador de aplicativo, Elias Lima de Oliveira, de 24 anos. O jovem foi baleado no Morro do Palácio, após uma ação da Polícia Militar. Ele chegou a ser levado ao Hospital Estadual Azevedo Lima, também em Niterói, mas não resistiu.

A família da vítima acusa policiais militares de dispararem contra Elias, que deixou uma filha de menos de dois anos de idade.

“O meu irmão não era bandido não. Já é a segunda vez no Morro do Palácio que a Polícia mata morador. Arrastaram o corpo do meu irmão como se ele fosse bandido. Eu quero saber até quando? Já é a segunda vez, em menos de quatro anos, que dois moradores foram mortos nessa comunidade. Agora tem uma filha pequena aí para criar. Quem vai sustentar”, desabafou o irmão da vítima, Leonardo.

Segundo testemunhas, o entregador estava no Morro do Palácio, em Niterói, onde morava com a família, quando foi abordado por policiais e logo depois atingido por disparos de armas de fogo.

Já na versão da Polícia Militar, os agentes foram atacados a tiros enquanto abordavam um suspeito, durante um patrulhamento. E, após o confronto, Elias foi encontrado baleado e encaminhado ao hospital, mas não resistiu.

Protestos foram feitos em Niterói, na Região Metropolitana do Rio, horas depois da morte de Elias, na noite desta quarta-feira (24). Por conta do ato, o trânsito ficou parcialmente interditado na orla da Praia das Flechas e na Rua Presidente Pedreira, no Ingá.

Nesta quinta-feira (25), os parentes de Elias foram ao Instituto Médico Legal de Niterói para fazer o reconhecimento do corpo e a liberação para o velório. A Secretaria Municipal de Direitos Humanos de Niterói prestou apoio a família.

“A nossa equipe técnica, composta por educadores sociais, assistentes sociais também já está em contato com a família para oferecer todo o suporte psicológico, de saúde, médico, enfim, tudo aquilo que estiver a nossa disposição, dentro das nossas atribuições institucionais enquanto município, nós faremos. E todas as políticas públicas necessárias serão entregues para essa família”, afirmou Renan Rodrigues Dutra, advogado da Secretaria Municipal de Direitos Humanos de Niterói.

O policiamento foi reforçado no local, nesta quinta-feira (25). Os familiares de Elias devem prestar depoimento à Delegacia de Homicídios, que já fez uma perícia na comunidade.

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