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Morre idosa de 81 anos depois de ataque de Pitbull

Joselina Cerqueira foi encontrada pelo Corpo de Bombeiros em Nilópolis, na Baixada Fluminense.

Felipe de Moura* 15/07/2022 • 16:27 - Atualizado em 15/07/2022 • 16:27
O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas quando chegaram no local, Joselina já estava morta.
O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas quando chegaram no local, Joselina já estava morta.
Reprodução

Uma idosa morreu depois de ser atacada por um Pitbull em Nilópolis, na Baixada Fluminense, na manhã desta sexta-feira (15).  Acostumada a fazer sempre o mesmo trajeto, Joselina Cerqueira estava indo para a igreja quando encontrou o animal. Segundo testemunhas, o cachorro estava solto no quintal de uma casa quando abriu o portão e atacou a idosa.

“Isso não é a primeira vez. A minha mãe era uma pessoa maravilhosa, guerreira. O cachorro atacou ela no meio da rua. Como que o dono do cachorro não prende o cachorro? Cachorro tem que ficar preso. Tem que fazer justiça. Ela era uma pessoa alegre, feliz, que sempre batalhou”, comentou Marilsa Dionísio, filha da vítima.

O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas quando chegaram no local, Joselina já estava morta. Uma amiga que caminhava junto com ela, tentou ajudar mas acabou correndo com medo do cachorro. Moradores da região reclamam que o animal representa um perigo, já que existe uma escola perto e que muitas crianças circulam na região.

“É na rua onde mais passa criança. Tem uma creche ali na rua de trás, pode perguntar para qualquer um. Podiam ter mais vítimas, podia ter criança. Assim como foi ela, poderia ter sido uma criança, duas, três, a gente nunca sabe. É muito complicado. A gente fica com medo, medo total”, disse uma moradora da região que não quis ser identificada.

Tanto os familiares da vítima quanto os vizinhos, alegam que não é primeira vez que o pitbull se solta e assusta moradores da região. Além disso, eles contam que uma vez o animal chegou a pular do terraço da casa e caiu em cima de um carro. A família que cria o cachorro, contesta a versão e afirma que o pitbull sempre foi dócil.

“O cachorro fica no terceiro andar, trancado. Eu me coloco no lugar dos filhos dos parentes, eu não tive culpa. Ele nunca se soltou. São três portões para chegar na rua”, disse Alexsander da Silva Cardoso, dono do cachorro.

A Polícia Civil investiga o caso como homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

CASOS RECORRENTES

Esse é o terceiro ataque de Pitbull em menos de um mês. No final de junho, um menino de nove anos foi atacado na porta de casa em São João de Meriti, também na Baixada Fluminense.

Já no dia 24 do mesmo mês, uma mulher grávida de nove meses foi atacada pelo próprio pitbull ao tentar salvar a filha de nove anos que estava sendo mordida pelo animal, em São Gonçalo, Região Metropolitana do Rio.

*Estagiário sob supervisão de Beatriz Duncan