O Rio de Janeiro, depois de Santos, é a cidade com mais lembranças do Rei do Futebol. A casa de Edson Arantes do Nascimento, no futebol, sempre foi a Vila Belmiro, mas o Maracanã, localizado na Zona Norte do Rio de Janeiro, foi palco de cenas importantes dessa eterna história.
Em 1957, aos 16 anos, Pelé estreou pela Seleção Brasileira contra a Argentina no tradicional estádio carioca. Em 1961, o famoso gol que o Rei marcou contra o Fluminense, que ficou conhecido como "Gol de Placa", depois de driblar oito adversários, também aconteceu no Maracanã.
No total, foram 97 jogos e 69 gols do atleta do século no estádio. Palco também do milésimo gol que aconteceu no dia 19 de novembro de 1969, durante um jogo do Santos contra o Vasco. Momento inesquecível para quem viu, de perto a história acontecer.
"O destino quis que fosse no Maracanã, o templo do futebol, e mais ainda, o destino quis que fosse um gol de pênalti", afirmou um torcedor que assistiu, no Maracanã, o milésimo gol do Pelé, Pedro Bhering.
Pelé, Dorval, Coutinho e Pepe formavam o ataque do Santos que era de dar inveja. Aos 87 anos, Pepe, ex jogador do Santos e amigo de Pelé, afirmou que tinha a esperança de que o Rei se recuperasse e voltasse ao contato com amigos e familiares com seu sorriso alegre e seu bom-humor constante.
"Pelé nos deixou. E com ele, a lembrança eterna do maior futebolista de todo e sempre. Descanse em paz, Rei Pelé. Meu grande amigo, o futebol está de luto", disse Pepe.
No mesmo palco que o Rei iniciou a trajetória com a amarelinha, ele encerrou, e desde o dia 18 de julho 1971, o país precisou aprender a lidar com um vazio que nunca foi preenchido
"Eu vi um jogo do Santos no Maracanã com 150 mil pessoas. Porque o Santos era a própria Seleção Brasileira, ou a Seleção Brasileira era o Santos. Então, as pessoas iam ao Maracanã porque sabiam que iam encontrar, no grande time do Santos de Pelé, os grandes jogadores que estavam na seleção, incluindo o Pelé. E ninguém era torcedor do Santos, mas acabava sendo naquele momento", afirmou o jornalista autor do livro "Consagrado no gramado", Roberto Assaf.
No Rio, não faltaram homenagens ao Rei. Na noite de quinta-feira (29), o Cristo Redentor ficou verde e amarelo. Além do monumento histórico, a roda-gigante, que fica na região Portuária do Rio, também ficou iluminada para homenagear um ídolo que é eterno.
*Sob supervisão de Beatriz Duncan