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Polícia Civil do Rio lança equipamento que reconhece drogas ainda não identificadas

O material está avaliado em cerca de R$ 4 milhões e foi comprado em 2019

Rafaella Balieiro (sob supervisão de Natashi Franco) 20/09/2021 • 14:55
São quatro aparelhos de ponta inaugurados no ICCE
São quatro aparelhos de ponta inaugurados no ICCE
Reprodução/ TV Bandeirantes

O Instituto de Criminalística Carlos Éboli, no Rio de Janeiro, inaugurou hoje equipamentos de ponta que permitem o reconhecimento de drogas ainda não catalogadas no mercado. O investimento de pouco mais de R$ 4 milhões ajudará o departamento de perícia da Polícia Civil nas investigações.

Os aparelhos foram comprados ainda em 2019, mas por questões de estrutura para a instalação, eles estavam parados. Uma obra na casa dos R$ 150 mil foi necessária para colocar os equipamentos em atividade.

"Quando há três anos esses equipamentos foram comprados, necessitava-se de uma obra aqui no Instituto para que eles pudessem funcionar. Nós conseguimos fazer uma obra menor na gestão atual, enquanto a maior não chega. Hoje a gente coloca um equipamento de ponta para ser utilizado em prol de uma melhor investigação ", comentou Allan Turnowski, secretário de Polícia Civil.

A nova estrutura facilita o trabalho da Polícia Civil, dando mais segurança ao morador do Rio de Janeiro. Através dos novos equipamentos, qualquer delegacia policial poderá enviar drogas para passarem por identificação. Em caso de novas drogas, ainda não conhecidas, os peritos poderão enviar o que foi encontrado para a Anvisa catalogar o material.

"Hoje nós temos condições de fazer laudos que ficam inquestionáveis. Os equipamentos permitem que nós possamos identificar as drogas e ainda detectar drogas novas e informar onde estão sendo utilizadas. Essa entrega é importantíssima para toda Polícia Civil", esclareceu Denise Riviera, perita da instituição.

O aparelho é um dos melhores do mercado em identificação de substâncias, em até quinze minutos, o resultado de reconhecimento dos entorpecentes aparece na tela do computador. No total, a Polícia Civil conseguiu instalar quatro máquinas desse tipo.

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