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Suspeita de envenenar empresário com brigadeirão se entrega à polícia

Júlia Andrade Cathermol Pimenta se apresentou na Delegacia do Engenho Novo por volta das 23h30 desta terça-feira (4).

Redação BandRio

Suspeita de envenenar empresário com brigadeirão se entrega à polícia
Felipe Lima

Júlia Andrade Cathermol Pimenta, de 29 anos, se entregou à polícia na noite desta terça-feira (4). Acompanhada da advogada, ela foi recebida pelo delegado responsável pela investigação que apura a morte do empresário Luiz Marcelo Antônio Ormond (44).


Principal suspeita de ter matado o namorado, no Engenho Novo, na Zona Norte do Rio, Júlia  era considerada foragida da Justiça há uma semana.


Também nesta terça, a mãe e o padrasto de Júlia prestaram depoimento.


As investigações apontam que Júlia comprou um medicamento que teria sido usado para envenenar o empresário Luiz Marcelo Ormond usando uma receita médica. A informação foi confimarda pelo gerente da farmácia onde a compra foi realizada, que prestou depoimento à Polícia Civil na segunda-feira (3).


Ele apresentou aos investigadores um demonstrativo de venda que mostra que Júlia pagou 158 reais por 50 comprimidos, que teriam sido moídos e colocados em um brigadeirão servido ao empresário.


A Polícia Civil já pediu à Justiça do Rio uma série de medidas cautelares, como a quebra do sigilo bancário da acusada, para rastrear as movimentações financeiras dela.


Em depoimento, Júlia relatou que teve uma briga com o empresário depois de descobrir que ele estaria conversando com outras mulheres pela internet. Ela alegou que decidiu ir embora de casa e, por isso, deixou o apartamento com uma mala no dia 20 de maio, horas antes do corpo ser encontrado.

Segundo as investigações, Luiz Marcelo foi morto para que Júlia pagasse uma dívida de R$ 600 mil com a cigana presa acusada de envolvimento no caso, que fazia trabalhos espiriuais para ela. Segundo a Polícia Civil, Suyany Breschak sabia do plano criminoso e recebeu os bens roubados da vítima.


O corpo de Luiz foi encontrado em avançado estado de decomposição no apartamento onde ele morava.
 

A Polícia Civil também investiga se as armas que estavam registradas no nome do empresário estão com a mulher.


Na segunda-feira (3), além do gerente da farmácia, outras duas testemunhas já tinham sido ouvidas: um homem que se apresentou como namorado de Julia, e o ex-marido e o namorado da cigana.