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Comando Militar apura incêndio em apartamento de coronel reformado do Exército

O órgão deve averiguar possíveis irregularidades quanto à situação cadastral do acervo de mais de 100 armamentos e “incontáveis” munições

Da Redação

Incêndio  (à esquerda) e o coronel Virgílio Parra Dias (à direita)
Incêndio (à esquerda) e o coronel Virgílio Parra Dias (à direita)
Reprodução/Rede social

O Comando Militar do Sudeste informou, nesta segunda-feira (26), que foi aberto processo administrativo sobre o incêndio, seguido de explosões, ocorrido no apartamento de um coronel reformado do Exército, em Campinas (SP), neste último sábado (24). O órgão deve averiguar possíveis irregularidades quanto à situação cadastral do acervo de armas do militar. 

O coronel reformado Virgílio Parra Dias, de 69 anos, não foi encontrado para prestar esclarecimentos. As autoridades procuram por ele.

Em nota, o Comando Militar afirma que coronel reformado possui registro válido como atirador, caçador e colecionador (CAC), que permite a posse e armazenagem de armas de fogo e munições, de acordo com uma série de prescrições legais. Tinham aproximadamente 100 armamentos na residência do militar. 

A Polícia Civil, com a ajuda da perícia, deve investigar os fatores causadores do acidente e se todo o armamento encontrado no local está devidamente registrado. 

Incêndio feriu 44 pessoas

Por volta das 21h do sábado (24), um incêndio de grandes proporções atingiu um apartamento na rua Hércules Florence, no Botafogo, em Campinas (SP). Mais de 40 pessoas tiveram ferimentos leves e as causas do incêndio estão sendo investigadas. 

Segundo informações da Defesa Civil, uma explosão atingiu um apartamento no primeiro andar, outros quatro apartamentos foram atingidos com o impacto, o elevador foi danificado e o fornecimento de energia elétrica precisou ser interrompido.

O Corpo de Bombeiros foi chamado para o combate e extinção das chamas. Ao todo, 44 pessoas sofreram ferimentos e foram encaminhadas para o Hospital Casa de Saúde e Unidade de Pronto Atendimento de São José. 

O apartamento pertence a um coronel reformado do Exército, que teria deixado o prédio durante a retirada dos moradores. Foram localizadas no local, por policiais militares, munições, pólvora e uma granada intacta. O Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) esteve na ocorrência.  

Parte dos moradores precisou ser retirada com o auxílio de cordas, em uma manobra semelhante à descida na atividade de rapel.

Prédio não sofreu danos estruturais, garante Prefeitura de Campinas 

A equipe de fiscalização do Departamento de Controle Urbano da Secretaria de Urbanismo (Semurb,) durante vistoria no prédio onde ocorreu um incêndio, seguido de explosões, neste sábado (24), constatou que não houve danos estruturais na edificação. No entanto, será preciso aguardar a conclusão do trabalho da Polícia Militar (PM) e do Exército para liberação do retorno dos moradores.

De acordo com o coordenador regional e diretor da Defesa Civil de Campinas, Sidnei Furtado, que está acompanhando o caso, os moradores poderão retornar assim que a PM e o Exército concluam a remoção os escombros: 

“Devido à explosão, no meio dos escombros ainda pode haver munição. Isso requer cautela na remoção dos resíduos. Esse trabalho está sendo feito pela Polícia Militar com apoio do Exército”, disse.

A Semurb vai manter a interdição do primeiro pavimento. O edifício tem 31 unidades e 74 moradores.

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