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"Tinha uma vida pela frente, dói", diz mãe de mulher estrangulada até a morte

Elda Mariel Aquino Fortes, de 29 anos, foi encontrada morta pela mãe dentro de uma edícula nos fundos da casa onde morava na região central de Lorena

Redação Band Vale

“Saber que você nunca mais vai dar um abraço em um filho seu, de 29 anos, que tinha uma vida pela frente, doi", são as palavras da mãe de Elda Mariel Aquino Fortes, Valéria Fortes, após encontrá-la morta dentro de uma edícula nos fundos da casa onde morava na região central de Lorena, interior de São Paulo. 

O caso foi registrado no sábado (16). Segundo a polícia, a vítima teria sido morta por asfixia, após um mata-leão. O ex-namorado é o principal suspeito. Elda já havia registrado boletim de ocorrência contra o suspeito por ameaça, violência doméstica e perseguição em janeiro deste ano, além de ter uma medida protetiva. Ela também já tinha registros de atendimento no SAMU. A mãe da vítima também relata os meses de terror vividos antes do crime:

“Ele não aceitou. Ou vai ficar comigo, ou não vai ficar com ninguém. Esses últimos três meses vivemos exatamente isso, ele perseguindo, ele aqui por perto.” 

Elda era técnica de enfermagem na maternidade da Santa Casa de Lorena. Em nota, o hospital disse que ela era uma profissional comprometida e deixa um legado de amor e cuidado. Ela e o suspeito tinham uma filha de 4 anos. O ex-namorado também já havia sido preso por tráfico de drogas.

Elda Mariel Aquino Fortes era técnica de enfermagem e trabalhava na Santa Casa de Lorena
Elda Mariel Aquino Fortes era técnica de enfermagem e trabalhava na Santa Casa de Lorena (Arquivo Pessoal)

O crime

Elda estava numa balada na madrugada de sábado e voltou para casa com uma amiga. Quando elas chegaram, encontraram o ex-namorado da vítima no local. Momentos depois, ela foi encontrada morta pela mãe dentro de casa. A Polícia Militar foi acionada para atender a ocorrência. Os peritos identificaram que o pescoço da vítima estava quebrado, além de ferimentos no rosto e grande quantidade de coágulo sanguíneo no coração. O caso é investigado como feminicídio.

Durante entrevista realizada ao Jornalismo da Band Vale, Valéria lamentou a morte da filha e pediu a diminuição de casos:

Eu gostaria que outras mulheres não chorassem mais a morte das filhas, nem outros filhos chorassem a morte das mães. O feminicídio  tem que acabar.  

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