Masterchef

Campeã do MasterChef 2020, Anna Paula sonha em largar a arquitetura para viver da gastronomia

A vencedora da última temporada fala sobre transição de carreira aos 50 anos e desejo de ser cozinheira profissional

Amanda Caroline 23/06/2021 • 11:35
A arquiteta de 50 anos quer ser personal chef
A arquiteta de 50 anos quer ser personal chef
Carlos Reinis/Band

Anna Paula Nico, de 50 anos, deixa a modéstia de lado ao falar sobre a sua trajetória no MasterChef Brasil — e com razão. A campeã da sétima temporada do programa tem muito orgulho de sua conquista, que vai além da aprovação dos jurados ou da vitória em uma competição acirrada. "O troféu é um atestado de que você sabe fazer aquilo que você se propôs a fazer. Eu olho para ele e penso: 'você pode tudo'", diz a arquiteta.

A paulista quer fazer uma transição de carreira, mas ainda precisa conciliar a arquitetura com a gastronomia. Além dos grandes projetos, Anna Paula se dedica ao seu próprio negócio, o Anna Banana. Ela vende marmitas brasileiríssimas, pães e até limoncello (licor caseiro de limão). "Comida simples e gostosa", define a campeã. "Não é do dia para a noite que tudo vai mudar, mas estou tentando viver de comida", completa.

E uma fala do jurado Henrique Fogaça na grande final do programa incentivou Anna Paula a perseguir seu sonho de ser cozinheira profissional.

Ele disse que demorou muito tempo para se assumir como chef de cozinha. A gente não pode ter vergonha das coisas que a gente topa fazer.


Hoje, ela sabe o que quer conquistar. "Penso em ser personal chef ou abrir um coworking de cozinha, acho bem interessante essa proposta", explica. O que não quer também: abrir um restaurante, por exemplo, não está em seus planos. "Dá muita dor de cabeça", brinca.

MasterChef: sonho antigo

Anna Paula se inscreveu no programa pela primeira vez em 2015. Participar do programa era um desejo antigo da arquiteta apaixonada por culinária. "O desejo ficou hibernando em mim. Não hesitei quando recebi o convite e achei espetacular a experiência", conta.

Ela diz que o formato da temporada, que elegeu um campeão por episódio e, no fim, consagrou a "campeã dos campeões", deixou a competição ainda mais desafiadora. "A gente não teve tempo para se habituar com a cozinha e com o programa em si. Ao mesmo tempo, a gente tinha uma única chance. Ou você cozinhava bem ou você estava fora, simples assim. Não tinha prova em grupo para você tentar se salvar em um dia ruim, por exemplo", avalia.

Quando você ganha o primeiro episódio, você até pode pensar que foi sorte. Mas na grande final, com 24 pessoas, não foi sorte… Eu mandei muito bem.


Confiante de sua competência, Anna Paula também entrou no programa disposta a aproveitar a experiência e se divertir. Por que não, né? "Foi a temporada mais diversa, isso foi bem legal. É o maior programa de culinária do mundo, você sente um misto de emoções. E quando você ganha… É delicioso", finaliza.

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