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Cannabis medicinal esbarra no preconceito, mas caminha para se tornar acessível

Band acompanhou a rotina do pequeno Jimmy, diagnosticado como autista não verbal, mas que voltou a falar após tratamento com cannabis medicinal

Da redação 01/07/2022 • 09:35 - Atualizado em 01/07/2022 • 10:02

Quais os benefícios da cannabis medicinal? O medicamento, com eficácia comprovada, esbarra no preconceito e altos preços para quem precisa fazer uso dele para alguns tratamentos. A reportagem do Bora Brasil acompanhou a rotina do pequeno Jimmy, diagnosticado como autista não verbal.

“Ele se comunicava bastante por meio dos gestos. 18 dias depois que a gente começou a fazer o tratamento com cannabidiol, ele começou a falar. Ele não era uma criança que estava aprendendo a falar. Ele, simplesmente, começou a falar, como se ele já soubesse falar e tivesse algo que o impedia de falar”, explicou Diego Califa, pai do Jimmy.

As gotas do óleo de cannabis medicinal são pingadas em pratos do café da manhã. Ele começou o tratamento aos três anos. Por outro lado, o medicamento não é barato, pois é importado dos Estados Unidos ao custo de R$ 2 mil por mês.

A família conseguiu uma liminar na Justiça para obrigar a União a bancar a terapia. O tratamento com cannabis medicinal já mostrou bons resultados no combate a dores crônicas, insônia, doenças neurológicas, gástricas, psiquiátricas, cardíacas e até de pele.

Apesar dos benefícios, tratamentos com o medicamento é inacessível para a maioria dos brasileiros, pois ainda não existe regulamentação no país. Todavia, uma decisão inédita do Superior Tribunal de Justiça (STJ) permitiu que três pessoas plantassem maconha para fins terapêuticos. 

Na prática, essas pessoas beneficiadas pelo STJ poderão cultivar e extrair, de forma artesanal, o óleo em casa, o que vai baratear em casa.

“A maior parte dos pacientes usa, de fato, essas medicações por muito tempo. É muito importante que tenha um custo acessível e que seja acessível, inclusive, no sistema público de saúde e planos de saúde privados”, explicou a neurocirurgiã Patrícia Montagner.