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Familiares da babá de Henry trabalharam na prefeitura durante a gestão Crivella por indicação de Jairinho

Um tio de Thayná ainda é assessor pessoal do vereador afastado

Rafaela Cascardo 13/04/2021 • 22:04 - Atualizado em 14/04/2021 • 14:01

Familiares da babá do menino Henry, de 4 anos, enteado do vereador Jairinho, tinham envolvimento político com o parlamentar, responsável por diversas indicações de familiares de Thayná de Oliveira Ferreira para cargos na Prefeitura Rio.

Em novo depoimento prestado à Polícia, a babá disse que uma tia e o noivo dela já trabalharam na Prefeitura do Rio, na gestão de Marcelo Crivella, por indicação do vereador.

O noivo foi lotado na secretaria de esportes e era responsável pela prestação de contas, sendo remunerado, segundo Thayná, com salário de R$ 2.700,00. A babá também afirmou que os dois deixaram o governo quando Crivella saiu da Prefeitura. Mas um tio dela ainda é assessor pessoal de Jairinho.

Thayná de Oliveira Ferreira começou a trabalhar para Jairinho há oito anos, numa campanha eleitoral do vereador. Em janeiro deste ano começou a cuidar de Henry.

Ela alegou que mentiu no primeiro momento porque a mãe dela ainda trabalha como babá de um sobrinho de Jairinho. A defesa de Thayná disse que o vínculo entre as famílias aconteceu porque todos moram muito próximos, em Bangu, na Zona Oeste do Rio.

No depoimento, Thayná disse também que ganhou uma cama de Jairinho e Monique, no valor de cerca de R$ 1.300,00, de presente de noivado. Mas negou que o casal tenha oferecido dinheiro para ela mentir pra Polícia.

Faxineira de Jairinho também mentiu em depoimento

Em depoimento, Thayná de Oliveira contou que ela e Leila Rosângela foram orientadas por Monique Medeiros, mãe de Henry, e pelo advogado André França a negarem que tinham conhecimento sobre as agressões cometidas pelo vereador Jairinho contra a criança. A babá contou que a irmã do político, Thalita, também pediu que ela mentisse, em um encontro que aconteceu na casa do Coronel Jairo, ex-deputado estadual e pai de Jairinho, citado na CPI das milícias. A Polícia Civil também deve chamar Thalita para depor.  

De acordo com o delegado Antenor Lopes, Thayná de Oliveira disse aos investigadores que ficou intimidada com os pedidos, e que se arrependeu de ter mentido no primeiro depoimento.

A Polícia Civil vai ouvir novamente a faxineira que trabalhava na casa de Jairinho e Monique Medeiros. O novo depoimento de Leila Rosângela vai ser colhido pelos investigadores nos próximos dias, após a babá de Henry afirmar que a faxineira também mentiu aos policiais.

  • Henry Borel