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Imagens mostram que assassinos de PM monitoravam academia antes do crime em Nova Iguaçu (RJ)

A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense investiga se o ataque tem relação com disputas de território entre milicianos

Da Redação com Marcus Sadok, da BandNews FM 15/07/2021 • 14:09 - Atualizado em 15/07/2021 • 14:49
Imagens mostram que assassinos de PM monitoravam academia antes do crime em Nova Iguaçu (RJ)
Imagens mostram que assassinos de PM monitoravam academia antes do crime em Nova Iguaçu (RJ)
Divulgação/Polícia Civil

Os homens que mataram um policial militar em uma academia em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, monitoraram o box de crossfit dois dias antes do ataque. A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense investiga se o crime tem relação com disputas de território entre milicianos, depois da morte de Wellington da Silva Braga, conhecido como Ecko.

Imagens de câmeras de segurança flagraram os criminosos indo ao local onde malhavam os cabos Evaldo Souza Torres e Gilson de Oliveira Firmino, dois dias antes do ataque. Eles estavam no mesmo carro usado no assassinato. Os bandidos ficaram em frente a academia entre 6h05 da manhã e 7h46, do dia 28 de junho. Como Evaldo e Gilson não foram malhar nesse dia, o veículo acaba deixando o local.

No dia 30 de junho, os criminosos retornam à academia, no mesmo carro. Depois que os PMs chegam ao local e acessam o espaço destinado a prática de crossfit, os bandidos entram na academia segundos depois. Dois homens armados, que estavam de capuz, com roupas pretas e luvas, mataram Evaldo.

O cabo Gilson e uma policial civil também ficaram feridos. Um criminoso foi baleado por um outro agente que estava à paisana, e morreu.

Segundo o delegado Uriel Alcântara, o monitoramento feito pelos bandidos antes da execução do policial mostra que eles têm o mesmo modo de atuação de grupos de extermínio ligados à milícias.

Investigações da Polícia Civil do Rio mostraram que milicianos, principalmente ligados ao grupo de matadores de aluguel "Escritório do Crime", pesquisam a vida das vítimas na Internet, procuram endereços de familiares e fazem um monitoramento que pode durar meses até a execução do assassinato.

Drones também já foram usados por paramilitares para acompanhar as vítimas de atentados, geralmente motivados por disputas de território.