Jornal da Band

CPI da Pandemia: reunião pode definir novos investigados

Texto apresentado por Renan Calheiros já listou 66 pessoas e duas empresas

Carolina Villela, do Jornal da Band 25/10/2021 • 21:09 - Atualizado em 25/10/2021 • 21:53

A CPI da Pandemia vai votar o relatório final nesta terça-feira (26), com novidades. A cúpula da CPI está reunida para decidir se vai incluir mais nomes para indiciamento além das 66 pessoas e duas empresas já listadas na apresentação do documento que será votado pela comissão do Senado. 
 
Entre eles, o do governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), apontado como um dos responsáveis pela crise na saúde do estado com a falta de oxigênio no início do ano. 
 
A sessão vai começar com a leitura dos votos separados, que são uma espécie de relatório alternativo ao do senador Renan Calheiros (MDB-AL). Até agora, três foram apresentados. 
 
O parecer aprovado vai ser enviado à Procuradoria-Geral da República, Ministério Público dos estados e à Câmara dos Deputados. 

Vídeo com fake news de Bolsonaro é retirado de redes sociais


 Os senadores também devem incluir no relatório a fala do presidente Jair Bolsonaro com a informação falsa associando a vacina contra a Covid-19 ao contágio pelo vírus da Aids, retirado do ar do Facebook. No fim da tarde, o YouTube, controlado pela Google, também decidiu deletar o conteúdo de sua plataforma

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) afirmou que a CPI vai incluir a fala de Bolsonaro no relatório final. O vice-presidente da comissão disse ainda que vai pedir ao Supremo que essa declaração seja investigada no inquérito das fake news. 

A empresa que controla o Facebook e o Instagram informou que Bolsonaro infringiu a política interna das plataformas. A live, que foi ao ar na última quinta-feira (21), foi apagada. O presidente citou um falso relatório do governo do Reino Unido. 

Nesta segunda (25), o presidente criticou a decisão de tirar o material do ar. 

Em nota, a Sociedade Brasileira de Imunologia esclareceu que nenhuma vacina contra a Covid causa Aids e reforçou que a vacinação é a forma mais segura e eficaz de prevenir a doença.