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Ex-piloto que traiu PCC em delação premiada vive sob ameaças de morte

Com o relato que ele fez à polícia, esquemas de lavagem de dinheiro foram revelados

Da Redação 05/05/2021 • 19:48 - Atualizado em 05/05/2021 • 20:00

Em voos de helicóptero a serviço de traficantes estavam muitos segredos do esquema do PCC no narcotráfico internacional. Um dos mais importantes pilotos da organização criminosa, no passado e agora delator, Felipe Ramos Morais leva uma vida de foragido, mesmo solto por ordem judicial.

Morais foi testemunha da emboscada que terminou com assassinato de dois bandidos suspeitos de desviar dinheiro do Primeiro Comando da Capital, em fevereiro de 2018, no Ceará.

A delação premiada de Felipe permitiu a descoberta de um esquema de lavagem de dinheiro do PCC que já levou ao bloqueio milionário de bens e contas bancárias. Mesmo sob escolta policial, o inimigo número 1 da facção criminosa não esconde que teme ser assassinado.

O golpe mais recente ao crime organizado brasileiro veio também das informações passadas pelo piloto. Nesta semana, uma operação da Polícia Federal desmontou uma espécie de "banco do crime" que lavou R$ 700 milhões em quatro anos.

A mesma empresa movimentava o dinheiro recebido pelo PCC de criminosos europeus que passava pela Ásia e até por comerciantes chineses que atuam no comércio popular de São Paulo, uma estratégia sofisticada para ocultar o dinheiro do tráfico de cocaína.

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